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Represas do Vale têm pior nível desde 2016, revela novo boletim

Por Julia Carvalho |
| Tempo de leitura: 2 min
Rogério Marques / OVALE
Rio. Sabrina Ramos, 15 anos, com a prima Isabelly Caetano, 10 anos
Rio. Sabrina Ramos, 15 anos, com a prima Isabelly Caetano, 10 anos

Boletim divulgado pela ANA (Agência Nacional de Águas) revela que a bacia rio Paraíba Sul, que corta a região do Vale do Paraíba, registra atualmente 40,91% de seu volume de água, menor nível em dois anos e o terceiro pior em 10 anos. Um ano atrás, era 55,3%. Em 2016 era 26,07%.

O balanço revela ainda que o volume do reservatório representa a sétima pior situação em janeiro nos últimos 20 anos. O primeiro mês do ano também registrou a maior vasão do rio (rapidez com a qual a água escoa), com 114%.

Os reservatórios da RMVale alcançaram, neste mês, apenas 40,91% do nível de volume útil da bacia do rio Paraíba.

"Isto significa que as chuvas que estão ocorrendo não têm tido volumes abundantes para melhorar o nível dos reservatórios de cabeceira ou que a incidência das chuvas na região não estão localizadas acima dos reservatórios, sendo drenadas pela calha do rio Paraíba do Sul, e não sendo reservadas", declarou Luiz Roberto Barretti, engenheiro e vice-presidente do Comitê das Bacias Hidrográficas do Rio Paraíba.

Por estar localizada entre os maiores polos industriais e populacionais do País, a bacia hidrográfica do rio Paraíba é responsável pelo abastecimento de aproximadamente 14 milhões de pessoas de grandes cidades, como a região metropolitana do Rio de Janeiro.

Os principais usos da água são: abastecimento, diluição de esgotos, irrigação e geração de energia hidrelétrica.

"A transposição existente para o rio Guandú deve ser monitorada proporcionando o acúmulo nos reservatórios de cabeceira o que garantirá uma sobrevida no período de estiagem, ou seja, no inverno", explicou Barreti.

PREVENÇÃO

Como medida para o enfrentamento dessa crise de escassez hídrica, a ANA vem emitindo resoluções com o objetivo de preservar os estoques disponíveis de água no reservatório equivalente desta Bacia, composto pelas represas de Paraibuna (35,65% do volume), Santa Branca (46,74%), Jaguari (44,83%) e Funil (55,73%).

O plano tem edidas adicionais para minimizar os efeitos deste período crítico. "A população em geral tem que continuar utilizando a água de forma racional e economizando. Este período é bom para se utilizar a água de chuva como alternativa àquela fornecida pela concessionária. Aprende-se novos hábitos e economiza na conta mensal", disse o engenheiro..

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