Mantenedora da Univap (Universidade do Vale do Paraíba) e do Colégio Univap, a FVE (Fundação Valeparaibana de Ensino) encerrou 2017 com prejuízo de R$ 3,1 milhões em suas finanças, segundo balanço divulgado na semana passada.
No entanto, a situação melhorou na comparação com 2016, quando a FVE terminou o ano contabilizando prejuízo de R$ 13,5 milhões.
Também o déficit operacional reduziu no mesmo período, passando de R$ 14,8 milhões em 2016 para R$ 3,6 milhões, no ano passado. Por outro lado, o resultado financeiro líquido caiu de R$ 1,3 milhão para R$ 492 mil.
"Ainda que, com sua importância, o balanço contábil apresente um resultado negativo", apontou a administração da FVE, "a Fundação iniciou em 2017 uma recuperação de caixa, proporcionando a vitalidade para a retomada do crescimento tão almejado e fundamental para a continuidade da sua missão".
Grande parte do otimismo vem do aumento dos matriculados. Alta de 3,53% na universidade (3.827 para 3.962), com crescimento maior de estudantes pagantes: 11,55% (2.685 para 2.995).
Na Educação Básica, os matriculados aumentaram 14,85% (1.286 para 1.477), com incremento de 24,06% entre os pagantes (985 para 1.222).
"O ano de 2017 foi repleto de desafios e de muito trabalho. As melhorias experimentadas pela Fundação, no entanto, não podem ser motivo de acomodação", disse o professor Eduardo Jorge de Brito Bastos, presidente da FVE.
Com o aumento dos alunos, as anuidades chegaram a R$ 64,2 milhões no ano passado, aumento de 11,27% ante os R$ 57,7 milhões de 2016.
As contas a receber de alunos cresceram 26,47%, de R$ 6,8 milhões para R$ 8,6 milhões.
Já a inadimplência de estudantes com mais de um ano de atraso saltou 281%, de R$ 281 mil para R$ 1,071 milhão..