O novo polêmico projeto da Câmara de São José que quer aumentar salários de agentes parlamentares e acabar com uma economia acordada com o TCE (Tribunal de Contas do Estado) pode esbarrar justamente no interesse político de alguns vereadores.
O plano segue em sigilo, e a tendência é que ele seja apresentado na próxima quinta-feira como emenda ao projeto de reforma administrativa da Casa. Ele já poderia ter sido protocolado na última semana, mas um impasse adiou a ideia.
Tudo porque, apesar de ao menos a maioria dos vereadores ser favorável ao projeto, alguns estão de olho nas eleições de outubro, e não querem 'se queimar' com o público.
A ideia era que o projeto fosse assinado por todos e aprovado por unanimidade, o que gerou resistência de um grupo no Legislativo.
Ao menos oito dos 21 parlamentares articulam uma candidatura à Assembleia Legislativa ou à Câmara dos Deputados: Esdras Andrade (SD), Fernando Petiti (PSDB), Lino Bispo (PR), Renata Paiva (PSD), Robertinho da Padaria (PPS), Valdir Alvarenga (SD), Wagner Balieiro (PT) e o presidente Juvenil Silvério (PSDB) já manifestaram interesse. No entanto, OVALE apurou que o impasse na Câmara tem a presença de mais nomes.
POLÊMICA.
Um acordo feito entre a Câmara e o TCE determinou que a partir de abril o Legislativo deixe de pagar 20% adicional de salário a três dos sete assessores parlamentares por gabinete.
O plano da emenda é que esses três assessores -- que, ao todo, somariam 63 cargos de confiança -- tenham vencimentos reajustados de R$ 3.300 para cerca de R$ 3.900. Isso 'devolveria' o valor aos funcionários e zeraria com a economia prevista no acordo.
A tendência é que o projeto seja apresentado na quinta-feira, véspera de feriado.