O governo Felicio Ramuth (PSDB) que retomar o projeto da Via Banhado ainda no primeiro semestre deste ano, mas não garante recursos para a obra, eixo de interligação entre as vias Oeste e Norte de São José dos Campos.
"Hoje, o projeto é um desejo da gestão, mas nada concreto sobre os avanços em relação à execução da Via Banhado", disse o prefeito de São José.
Em nota, a prefeitura informou que a implantação da Via Banhado "está em desenvolvimento" e que a expectativa de finalização do projeto é "neste primeiro semestre".
E destacou: "A concretização dessa obra viária é compromisso da atual gestão".
Para tanto, Felicio terá que buscar recursos ou financiar a obra com recursos próprios.
No final de 2017, ele aditou contrato por mais um ano com o consórcio Planservi-Cobrape para a retomada do projeto.
O contrato foi assinado em 2012, por R$ 4,7 milhões.
ENTENDA.
O projeto foi aprovado em 2010 pelo BID (Banco Interamericano de Desenvolvimento), em pacote de empréstimos de US$ 85,67 milhões (R$ 278,4 milhões no câmbio atual) para projetos de mobilidade, entre eles a Via Cambuí.
No entanto, o próprio banco identificou o descumprimento de 10 normas no projeto de financiamento da Via Banhado.
A prefeitura cancelou o projeto em junho de 2016, um mês depois que o BID aprovou a investigação no contrato de financiamento.
"Nós tínhamos o recurso do BID para fazer esse projeto e a gestão anterior trocou a Via por problemas com o BID. Na verdade, houve denúncias por questões sociais e o BID deixou de apoiar. Portanto, o projeto saiu do mapa de dinheiro garantido", afirmou o prefeito a OVALE.
No ano passado, a gestão do tucano anunciou a retomada da Via e divulgou o final do ano como prazo para lançar o projeto executivo, o que não ocorreu.
A promessa se renova neste ano, mas também em meio a dúvidas.
A principal diz respeito à retirada dos moradores do Jardim Nova Esperança (favela do Banhado). No relatório do BID, a "participação e consulta à comunidade do Banhado" sobre o projeto de reassentamento foi um dos itens em descumprimento.
"Somente foram realizadas duas reuniões com um grupo limitado de vizinhos do Banhado", apontou o relatório.
Os moradores também não tiveram "opções de indenização e reabilitação" adequadas e acesso a um "plano de reassentamento final", validado pelo BID cumprindo os requisitos exigidos pelo banco..