De um lado, Magal, um artista que ama estar no palco, se preocupa com o figurino em dias de show e adora chamar atenção. De outro Magalhães, um cara tranquilo que curte mesmo é ficar em casa, de bermuda e chinelo, com a família e os amigos.
Ambos são Sidney, mas São José vai conhecer de perto nesse sábado apenas o primeiro. Magalhães já comemorou 67 anos, Magal completa agora 50. Data redonda merece grande festa, e esta acontecerá neste sábado no palco do clube de campo Luso Brasileiro, em São José.
"Estou muito feliz em comemorar os meus 50 anos de carreira. O saldo é positivo! É gratificante ter saúde para fazer shows, ser reconhecido nas ruas, ter fãs de diferentes gerações", contou com exclusividade a OVALE. "O mundo mudou muito e a forma de consumir música acompanhou tudo isso. Eu sou da época das gravadoras, hoje em dia é tudo pela web. O próprio sucesso é medido de outra forma", continuou.
Histórias.
Aliás, seus 50 anos deu origem ao livro: "Sidney Magal: muito mais que um Amante Latino" (ed. Irmãos Vitale), escrito por Bruna Ramos da Fonte. "Bruna me convidou para a biografia do Roberto Menescal que ela estava escrevendo. Eu contei tantas histórias que ela achou que seria interessante fazer uma biografia minha", contou ele, que na hora achou que isso "seria uma bobagem".
"Eu nunca tive uma vida com polêmicas ou histórias que pudessem render um livro. Achava que ninguém se interessaria. Mas, quando meu filho Rodrigo começou a organizar o projeto dos 50 anos, retomamos essa ideia. Percebi então que tinha muitas histórias da minha carreira que as pessoas não conheciam!", contou.
Sex symbol? "Ah, não me considero mais... Tenho consciência de que, no auge dos meus 67 anos, minha aparência física já não é aquela do amante latino dos anos 1960", diverte-se. "Mas, obviamente, fico muito feliz com o carinho dos fãs. Adoro tirar fotos e conhecer as histórias das Sandras, Rosas e Madalenas que existem por aí".
Falemos a verdade! Quem resiste ficar parado a "Me chama que eu vou" ou "Meu sangue ferve por você"? Caliente, com seu vozeirão potente, gestual caricato e a mesma vibe cigana do início da carreira - de quando passou uma temporada na Itália se apresentando com um grupo folclórico - Magal é um furacão no palco.
Além de seus sucessos, o cantor promete prestar homenagens aos amigos, como Reginaldo Rossi, Wando e Rita Lee. "É um show para ninguém ficar parado", cravou.
Serviço.
O show ocorre por volta da meia-noite, no salão nobre do clube (est. mun. Pedro Moacir de Almeida, Km 5, s/n, Alto da Ponte). A partir de R$ 60.