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Aécio se torna réu no STF por corrupção e obstrução da Justiça

Por André RichterAgência Brasil |
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JULGAMENTO.rA Primeira Turna do STF aceitou o recebimento da denúncia por corrupção e obstrução
JULGAMENTO.rA Primeira Turna do STF aceitou o recebimento da denúncia por corrupção e obstrução

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta terça-feira pelo recebimento da denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por corrupção e obstrução de Justiça. As acusações fazem parte de um dos inquéritos resultantes da delação do empresário Joesley Batista, do grupo J&F. Com a decisão, o senador se torna réu no processo.

A decisão foi tomada com base no voto do ministro Marco Aurélio, relator do caso. Para o ministro, o fato de o senador ter sido gravado por Joesley e citar que tentaria influi na nomeação de delegados da Polícia Federal mostra indício dos crimes que teriam sido praticados por ele.

Por unanimidade, o relator, e os ministros Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Rosa Weber e Barroso votaram pelo recebimento da denúncia pelo crime de corrupção. Sobre a acusação de obstrução de Justiça, a votação foi obtida por maioria. Moraes e o relator entenderam que não é possível acusar o senador pelas votações no Congresso, ato inerente a sua atribuição. Também são alvos da denúncia e também se tornarão réus a irmã do senador Andrea Neves, o primo Frederico Pacheco e Mendherson Souza Lima, ex-assessor parlamentar do senador Zezé Perrella (PMDB-MG), flagrado com dinheiro vivo.

Segundo a denúncia, apresentada há mais de 10 meses, Aécio pediu a Joesley Batista, em conversa gravada pela Polícia Federal, R$ 2 milhões em propina, em troca de sua atuação política. O senador foi acusado pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot.

A obstrução ocorreu de "diversas formas", segundo a PGR, como por meio de pressões sobre o governo e a Polícia Federal para escolher os delegados que conduziriam os inquéritos da Lava Jato e também de ações vinculadas à atividade parlamentar, a exemplo de interferência para a aprovação do PLS (Projeto de Lei de Abuso de Autoridade) 85/2017) e da anistia para crime de caixa dois..

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