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Estudo mostra que mulheres que sofreram abusos sexuais tem mais chances de terem danos cerebrais

Por Maria Luiza Machado |
| Tempo de leitura: 1 min
No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 8 minutos
No Brasil, uma mulher é estuprada a cada 8 minutos

Um estudo realizado pela professora e diretora do Laboratório de Saúde Biocomportamental da Mulher da Escola de Graduação em Saúde Pública da Universidade de Pittsburgh, Rebecca Thurson, mostrou que mulheres que foram abusadas sexualmente possuem maiores riscos de desenvolverem danos cerebrais, como demência ou derrames.

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“Pode ser abuso sexual na infância ou agressão sexual quando adultas”, disse a autora. “Com base em dados populacionais, a maioria das mulheres sofre suas agressões sexuais no início da adolescência e no início da idade adulta”, acrescentou ela, “portanto, essas são provavelmente as primeiras experiências das quais estamos vendo as marcas mais tarde na vida”.

Os resultados do estudo foram divulgados na reunião anual da Sociedade Norte-Americana de Menopausa, que aconteceu no dia 16 de setembro. E acrescentou o impacto que as agressões sexuais têm no corpo e na mente a longo prazo.

“Precisamos manter nossa atenção nesta questão da violência sexual contra as mulheres e não deixá-la cair do radar da sociedade, porque continua a ser um grande problema de saúde da mulher”, disse Thurston.

Em estudos anteriores realizados pela pesquisadora, mostraram que mulheres que foram vítimas de abuso sexual possuem três vezes mais probabilidade de sofrer de depressão e duas vezes mais probabilidade de ter ansiedade e insônia, do que mulheres que não possuem traumas sexuais.

PUBLICAÇÃO DA PESQUISA
O estudo será publicado em breve  na revista Brain Imaging and Behavior, e buscou sinais de hiperintensidade da substância branca nas varreduras cerebrais de 145 mulheres de meia-idade sem histórico anterior de doença cardiovascular, derrame ou demência. No entanto, 68% dos participantes experimentaram traumas e, para 23% das mulheres, esse trauma foi abuso sexual.

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