O Flamengo ainda sonha com o título do Campeonato Brasileiro, mas o empate por 2 a 2 contra o Athletico Paranaense, fora de casa, na tarde de terça-feira (2), deixou a missão bem mais complicada.
Isso porque, agora, o time carioca tem 9 pontos de desvantagem sobre o líder Atlético Mineiro e apenas um jogo a menos, ou seja, pode reduzir para no máximo seis pontos e ainda terá que buscar a diferença.
No entanto, depois da partida em Curitiba, o técnico Renato Gaúcho reclamou bastante da arbitragem da partida.
Logo, a bronca foi por causa da não expulsão de Renato Kayzer, do Athletico, ainda no primeiro tempo, após uma falta mais dura.
Mas o árbitro, que inicialmente deu cartão vermelho, consultou o VAR e entendeu que não houve agressão, trocando a cor pelo amarelo.
Naquele momento, o Flamengo vencia por 2 a 0 e, na etapa final, cedeu empate, quando inclusive Renato Kayzer marcou um dos gols.
“Se eu falar aqui da arbitragem tem duas coisas. Uma que eu não gosto de falar de arbitragem. Outra que as pessoas vão falar que é desculpa. Mas, hoje, a arbitragem passou dos limites”, disse Renato.
VAR
Depois, voltou a alfinetar o VAR (árbitro de vídeo).
“No lance do Kayzer, ele deveria ter sido expulso. Foi uma agressão por cima e por baixo. Tanto é que o juiz o expulsou na hora. E mais uma vez o VAR entrou em ação. Quando eu falo que o VAR apita o jogo, ninguém acredita. Aí tinha que fazer essa pergunta para o árbitro de vídeo. E ao mesmo tempo o do jogo”, afirmou.
“A pergunta que eu gostaria de fazer para o Gaciba (Leonardo, presidente da comissão de arbitragem da CBF) e para os árbitros: no próximo jogo meu jogador pode dar soco então? Vai poder agredir? Mas pode olhar no VAR, não sangrou, não quebrou os dentes do adversário. O que precisa fazer para ser expulso? Esta é a pergunta que precisa ser feita para a arbitragem”, questiona Renato Gaúcho.
Agora, o Rubro Negro volta a campo na sexta-feira (5), quando recebe o Atlético Goianiense, a partir das 21h30, no Maracanã, em jogo atrasado da 19ª rodada.