Violência no caminho.
A segurança pública é a área com mais projetos previstos para a RMVale na tentativa de tirar a região da liderança da violência no estado de São Paulo. Até o momento, poucos saíram do papel.
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Com isso, a RMVale segue com a maior taxa de vítimas de homicídio doloso por 100 mil habitantes do estado (14,09), nada menos do que 155% acima da taxa da capital, São Paulo (5,51).
A taxa faz referência ao período de agosto de 2020 a julho de 2021, segundo dados oficiais da SSP (Secretaria Estadual da Segurança Pública).
O índice na RMVale supera a taxa estadual (6,66), a taxa do interior (7,3) e até a da Grande São Paulo (6,51). Na comparação com a segunda colocada, Araçatuba (8,54), a taxa da RMVale é 65% superior.
A região consolida 10 anos de liderança no ranking da taxa de homicídio em território paulista. Em 2010, o Vale tinha 15,16 vítimas de homicídio para cada 100 mil habitantes, quando se tornou a maior taxa do estado.
De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), regiões com taxa acima de 10 vítimas por 100 mil habitantes estão em “zona epidêmica” para a violência.
PROJETOS.
A criação da RMVale, em 2012, tinha como um dos principais objetivos reforçar a segurança na região.
Primeiro foi criado o Gamesp (Gabinete Metropolitano de Gestão Estratégica de Segurança Pública) em 2013, estrutura que serviria para debater soluções contra a violência e que não decolou, realizando apenas algumas reuniões esporádicas na região.
Outro projeto era do cinturão eletrônico que previa a instalação de 200 câmeras de monitoramento no Vale e a interligação com sistemas já existentes, em cidades como São José dos Campos, Taubaté e Guaratinguetá.
O projeto, que estava em revisão pela Polícia Militar, acabou reduzido pelo governo estadual a câmeras em 17 cidades do Vale Histórico e do Vale da Fé, não mais na região toda.
Um dos projetos em andamento é o da ampliação do Centro de Operações da Polícia Militar em São José dos Campos, o Copom Regional, cuja estrutura está sendo ampliada e vai ganhar novos serviços, como o monitoramento por câmeras e a possibilidade de integração com sistemas municipais de vigilância.