Cultivar alimentos em espaços públicos. Esse é um dos projetos do Ecomuseu de São José dos Campos, que visa essa produção de forma coletiva e comunitária.
Há alguns dias, imagens de pessoas buscando resto de comida em um caminhão de lixo, em Fortaleza-CE, gerou comoção nacional e mostrou o agravamento da crise economia do Brasil, principalmente durante a pandemia da Covid-19.
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Com isso, a ideia do grupo agora é inspirar novas iniciativas da sociedade civil para o cultivo e a produção de alimentos em espaços públicos, além de fortalecer projetos já existentes em diferentes pontos da cidade, por iniciativas diversas.
Os Ecomuseu é uma parceria com o Cecp (Centro de Estudos da Cultura Popular), de São José.
“A valorização dos saberes e fazeres das pessoas é incentivo para que elas possam desenvolver suas habilidades, tanto no seu cotidiano quanto nas maneiras de interagir no local onde vivem e nas relações comunitárias. Um leque de possibilidades se abre quando as pessoas percebem e se apropriam de seus dons, compartilhando-os uns com os outros”, disse a pesquisadora Camila Inês, eco-arte-educadora e permacultura, integrante da equipe de agroecologia do Ecomuseu, co-fundadora da Artihorta e do Coletivo Famílias e Natureza;
“A presença do Ecomuseu nos bairros é uma parceria com as comunidades locais que vão construindo possibilidades de relações positivas: cada um consigo mesmo (por meio do empoderamento de seus saberes e fazeres), com as outras pessoas (por meio das vivências e das rodas de conversa) e com o ambiente onde vivem (por meio da interação de todos com os espaços)”, afirmou.
Na noite desta última terça-feira (26), ainda aconteceu um encontro virtual, mediado pelo historiador Fábio Bueno, para debater sobre o assunto.