Coronavírus

Com ômicron, Vale tem mais casos em janeiro do que no segundo semestre de 2021

Por Xandu Alves |
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Pandemia
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A terceira onda da Covid-19 é arrasadora do ponto de vista da contaminação por causa da variante ômicron do coronavírus, considerada por especialistas a mais contagiosa da história.

Em 26 dias, o mês de janeiro de 2022 alcançou a marca recorde de 55.300 novos contaminados pela doença no Vale do Paraíba, 2.760% a mais do que tinha em dezembro do ano passado, no mesmo período.

O número de novos infectados neste começo de ano é maior do que a soma dos seis últimos meses de 2021. Entre julho e dezembro do ano passado, foram confirmados no Vale 49.230 casos de Covid-19.

Ou seja, a disseminação da ômicron supera a contaminação do segundo semestre inteiro do ano passado.

"A chegada da variante ômicron ao Vale exige mudança na estratégia de combate à Covid-19. É hora de os municípios adotarem a cautela. Liberar demais agora é arriscado", disse Wallace Casaca, professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista), pesquisador da USP (Universidade de São Paulo) e um dos coordenadores da plataforma SP Covid-19 Info Tracker.

"Podemos criar um ambiente que seja a tempestade perfeita. Imunização decaindo e janeiro com alta de casos. Se olhar a Europa, há três meses ninguém falava de aumento agressivo da pandemia", afirmou.

O avanço da contaminação, no entanto, não tem provocado o mesmo impacto proporcional em internações e mortes por Covid-19.

Janeiro contabiliza 183 óbitos pela doença contra 944 no segundo semestre do ano passado, mesmo com menos casos do que neste momento.

De julho a dezembro de 2021, a região confirmou a internação de 6.833 pacientes com Covid-19 contra 1.785 em janeiro deste ano.

Ou seja, a explosão de casos em 2022 não representou, na mesma proporção, o aumento de pessoas graves e de mortes pela doença. Casaca considera esses números a prova de que a vacinação funciona.

"Quando comparamos o cenário quando não tínhamos a população vacinada e agora, com mais da metade com o esquema vacinal completo, é um grande alívio e uma ponta de esperança para controlarmos e não deixarmos explodir os índices epidemiológicos".

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