O Vale do Paraíba tem 22.432 moradias em 458 setores de risco para deslizamentos e alagamentos espalhados por 19 municípios da região, de acordo com levantamento do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais), em São José dos Campos.
As residências estão distribuídas por 239 setores classificados como de risco “muito alto” e “alto”, sendo 210 para deslizamentos e 29 para alagamentos.
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Essas áreas pertencem a cinco cidades: Campos do Jordão, Cunha, Caraguatatuba, Ubatuba e São José dos Campos, todas monitoradas pelo Cemaden.
O órgão federal colocou na lista mais oito municípios que também passaram a ser observados regularmente: Aparecida, Guaratinguetá, Paraibuna, São Luís do Paraitinga, Areias, Queluz, Ilhabela e São Sebastião.
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O Cemaden possui as mais avançadas tecnologias de observação nas áreas de hidrologia e geociências, com imagem de satélite, radares, pluviômetros e rede de observação de descargas atmosféricas.
Cada equipe tem a sua especialidade e, analisando os dados, chega-se a consenso quanto o potencial de uma chuva causar fenômenos graves.
Todo trabalho tem por base o monitoramento das chuvas, e quais os danos causados pela precipitação, como enchentes, enxurradas e deslizamentos.
Ao se detectar risco de danos com as chuvas, por protocolo, o Cemaden comunica o Cenad (Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres), que emite alerta à Defesa Civil.
Além dos municípios observados pelo Cemaden, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil monitora outras cidades do Vale, como Caçapava, Pindamonhangaba e Taubaté.
No total, segundo o órgão estadual, as cidades da região possuem mais de 450 pontos considerados de risco para enchentes e deslizamentos de terra.
Todos eles são acompanhados diariamente pelas respectivas equipes de Defesa Civil de cada cidade, que recebem reforço de voluntários nessa época do ano. Em situações de chuva extrema, como durante o verão, o monitoramento é ampliado.