O Vale do Paraíba registrou a pior semana epidemiológica (nº 2) de toda a pandemia nesses últimos sete dias, com 14.523 casos confirmados de Covid-19. É quase o dobro da semana anterior, que teve 7.478 contaminados.
O número de novos infectados é 27% superior ao pico de casos de 2021, registrado em 6 de fevereiro do ano passado, quando foram confirmados 11.406 pacientes positivos para a Covid.
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A chegada da ômicron recoloca a região na direção do crescimento da doença e abre a porta para a terceira onda de contaminação.
A consequência é o aumento, dia a dia, da taxa de ocupação de leitos de enfermaria e de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) no Vale, que atualmente estão em 58,8% e 54%, respectivamente, segundo a Fundação Seade.
O risco é de o sistema de saúde voltar a colapsar com mais demanda do que consiga atender.
MORTALIDADE
A vacinação em massa de 77% da população do Vale com a segunda e a dose única dos imunizantes contra a Covid derrubou a taxa de letalidade da doença na região, mesmo diante do aumento de casos e de internações.
Janeiro acumula 22.101 novos contaminados pela Covid-19 em 15 dias e supera o mês mais contagioso de toda a pandemia -- janeiro de 2021 teve 17.663 casos no mesmo intervalo.
No entanto, mesmo com os números negativos, janeiro de 2022 tem a mais baixa taxa de letalidade de toda a pandemia, efeito direto da vacinação em massa, de acordo com especialistas.
A letalidade relaciona o número de pessoas contaminadas por coronavírus e aquelas que vieram a óbito pela doença. Neste mês de janeiro, a taxa de letalidade da região é de 0,22%.
Em julho do ano passado,a letalidade era de 2,34% na região e caiu para 1,96% em agosto. No final de dezembro, chegou a 0,83%, até então a mais baixa da pandemia.
MORTES
Nos últimos sete dias, a região acumula 37 mortes por Covid, o maior número para uma semana desde a semana epidemiológica nº 34, encerrada em 28 de agosto do ano passado.
O número é um alerta de que a doença ainda ataca, principalmente, no público não vacinado, segundo autoridades de saúde.
“Mesmo vacinado, é possível que haja transmissão, mas é um número menor do que entre a população não vacinada. A maioria dos internados hoje é de pessoas não vacinadas”, disse o médico João Gabbardo, coordenador executivo do Comitê Científico de São Paulo.