Esta coluna assistiu nos últimos dias ao programa Morning Show, revista eletrônica matinal da Jovem Pan. A atração, que tem décadas de tradição no rádio e já é consolidada na internet, agora retornou ao canal de TV do grupo de comunicação. Acompanhando o programa é fácil sair com dor de cabeça após sucessivas discussões e inúmeros debates no tom de gritaria. A atração já se assemelha ao Casos de Família, do SBT, que inclusive está menos sonoramente poluído nos últimos anos.
A excessiva gritaria e falta de organização entre os debatedores tem feito do programa uma chacota. Muitas vezes, os debates são forçados e chegam a beirar à atuação. Assistindo ao Morning Show da segunda e terça-feira (28 e 29), foi possível perceber que a gritaria nas discussões virou fórmula da atração da Jovem Pan.
Morning Show seria o novo Casos de Família?
Mesmo com toda essa “bagunça”, parece que a audiência tem apreciado o formato. De acordo com dados do Painel Nacional da Televisão (PNT) no período da manhã, a emissora tem batido de frente com a principal concorrente, CNN Brasil. Mas vale lembrar que, quando o assunto é audiência, o Casos de Família também se mantém suficientemente firme nos últimos anos.
Por fim, ouvir o programa Morning Show pelo rádio tem se tornado uma missão quase impossível. Por inúmeras vezes, Zoe Martinez, Adrilles Jorge e Guga Noblat protagonizam discussões a ponto de o apresentador Paulo Mathias pedir que cortem seus microfones. Ouvindo no trânsito, por exemplo, se torna inconcebível de entender.
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