Palmeiras

Abel faz apelo contra casos de violência, pede que MP "dê as caras" e diz que pode repensar futuro

Por Gazetapress |
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Abel Ferreira
Abel Ferreira

Neste domingo, o Palmeiras derrotou o Guarani por 2 a 0, no Allianz Parque, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Paulista. Após o jogo, Abel Ferreira fez um longo discurso ao fim da entrevista coletiva para condenar os diversos episódios de violência no universo do futebol.

O treinador citou nominalmente o Ministério Público ao cobrar mais ação de autoridades. O português também fez referência à briga entre torcedores e Cruzeiro e Atlético-MG, horas antes do clássico pelo Campeonato Mineiro.

"Coisas muito graves estão acontecendo, sobretudo no futebol sul-americano. Em forma particular, porque é aqui onde estou, no futebol brasileiro. Acho que não podemos olhar sem que esses clubes ou essas pessoas sejam punidas. O Ministério Público, porque isso é a nível social, tem que dar a cara", disse Abel.

"Eu estava entrando nesta entrevista e me disseram que ainda hoje houve uma nova briga em um jogo. Inclusive, acho que morreu uma pessoa. É preciso morrer quantas mais para se tomar decisões? Os organismos, quer do futebol, quer extrafutebol, têm que dar a cara, têm que exercer os cargos que têm. Quando eu não ganho, me pedem responsabilidade. E é isso que espero que cada pessoa em seu cargo faça: assuma responsabilidades", completou.


(Foto: Rodrigo Corsi/FPF)
(Foto: Divulgação/staff_images)

Na sequência, Abel citou o exemplo da Inglaterra, que foi eficiente ao controlar os casos de violência no mundo do futebol em seu território, e deixou claro que a insegurança pode ser um fator importante no momento de decidir o futuro de sua carreira.

"Para o bem do futebol brasileiro e de todos nós. Que se junte a CBF, quem organiza os estaduais e o Ministério Público, mas que se tomem medidas. Na Europa, acabou-se com o hooliganismo, que era feito na Inglaterra. Hoje, todo mundo diz que é onde se joga o melhor futebol e onde as pessoas melhor se portam", afirmou Abel.

"É preciso ação. Palavras levam-nos ao vento, e isso me preocupa muito. A segurança me preocupa muito. Quando entrei aqui e vi as imagens que vi, no México, e me dizem que a mesma coisa se passa no futebol brasileiro, vou ter que pensar muito bem naquilo que quero para mim, para minha família e para os meus jogadores. Eu preciso me sentir seguro. No futebol, não vale tudo. A vida humana tem valor. Se nós assistimos a isso e não fazemos nada, alguma coisa vai mal. Se nós queremos melhorar, temos que passar à ação, temos que dar o exemplo. As pessoas que estão à frente têm que ser as primeiras a dar o exemplo. Estamos à espera de quê?", finalizou.

Com o resultado, o Palmeiras foi aos 20 pontos, na liderança do grupo C do Paulista. Na próxima quinta, o time disputa o clássico atrasado contra o São Paulo, no Morumbi, às 20h30.

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