Vacinação

Vacinas contra a Covid-19 evitam mais de 2.700 mortes no Vale em 2022

Por Xandu Alves |
| Tempo de leitura: 3 min
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A vacinação contra a Covid-19 ajudou a evitar mais de 2.700 mortes na pandemia no Vale do Paraíba neste ano de 2022. É mais do que toda a população de Arapeí.

As mortes foram evitadas com o avanço da vacinação em toda a região, que alcançou, até a última quinta-feira (3), um total de 5,33 milhões de doses aplicadas na população.

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Ao lado dos cuidados sanitários, como distanciamento social, uso de máscara e higienização, a vacina é considerada pelos especialistas a melhor forma de evitar formas graves e mortes pela pandemia.

“O controle da doença só veio quando atingimos uma vacinação em massa. E sempre estivemos indo nessa direção em São Paulo”, disse Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Instituto Butantan.

IMUNIZAÇÃO

No Vale, 86% da população recebeu ao menos uma dose da vacina, o que representa 2,23 milhões de pessoas. A segunda dose e a dose única foram aplicadas em 79% dos moradores, 2,05 milhões de pessoas.

A terceira dose, a de reforço, já foi aplicada em 1,04 milhão de pessoas na região, equivalente a 40% do público vacinado. É apenas nesse estágio que o esquema vacinal se completa e a pessoa está mais protegida contra a doença.

Com o aumento dos vacinados, a região começa a verificar os impactos positivos da cobertura vacinal.

Levantamento de OVALE com base nos dados oficiais das prefeituras mostra que a região evitou 2.778 mortes por Covid-19 apenas em 2022.

O número leva em conta a proporção de casos confirmados e mortes desde janeiro de 2021. Nesse período, o mês de abril do ano passado teve a maior quantidade de óbitos proporcionais: uma morte a cada 34 casos confirmados.

Se aplicado o mesmo índice para janeiro de 2022, o número de mortes saltaria de 266 para 1.973. Em fevereiro, os óbitos passariam de 404 para 1.476. Somados os dois meses, a quantidade de mortes pela doença subiria das 670 registradas para um total de 3.448. Ou seja, 2.778 óbitos foram evitados com a massificação das vacinas.

NA PANDEMIA

As mortes tiveram um pico de crescimento percentual em 15 de abril de 2021, com 30%. Se não houvesse a vacinação e considerando a manutenção do percentual médio de crescimento da pandemia, o Vale poderia chegar ao início deste ano com mais de 600 mil casos e 25 mil mortes.

Atualmente, no entanto, os números estão em 447,9 mil diagnósticos positivos e 7.683 mortes pela doença, portanto abaixo dos indicadores sem o impacto da vacinação.

A vacinação ainda reduziu o número de internados, poupando mais de 120 mil pessoas de serem hospitalizadas com formas graves da doença.

“Não há como ignorar a importância das vacinas. Hoje sobrevivemos porque vacinamos, contra varíola, sarampo, difteria”, disse o médico sanitarista Gonzalo Vecina Neto, professor da USP (Universidade de São Paulo).

“São 300 milhões de doses de vacina por ano no Brasil. A mortalidade infantil caiu abruptamente. O erro dos negacionistas [das vacinas] foi acreditar que a doença iria matar uma pequena parcela da população”.

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