Guerra na Ucrânia

Rússia fecha cerco a Kiev e explosões são ouvidas nos subúrbios da capital da Ucrânia

Por Da redação |
| Tempo de leitura: 2 min
Guerra na Ucrânia
Guerra na Ucrânia

Os subúrbios de Kiev, capital da Ucrânia, foram bombardeados durante a madrugada deste sábado (12). Em meio aos ataques, sirenes de emergência soaram por um longo período em várias regiões próximas à cidade e também em outros municípios, como Lviv, Cherasky e Kharkiv. A informação foi relatada pela emissora americana CNN.

O assessor da presidência ucraniana, Mikhailo Podolyak, afirmou que a capital "está sitiada". De acordo com o Serviço de Inteligência britânico, as tropas russas estão a cerca de 25 quilômetros de Kiev.

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Ao redor da capital, as cidades de Kharkiv, Chernihiv, Sumy e Mariupol seguem cercadas pelo Exército russo.

Uma base aérea Vasylkiv, a cerca de 30 quilômetros de Kiev, foi destruída por mísseis, onde um depósito de gasolina pegou fogo, segundo o prefeito da cidade.

Imagens de satélites revelaram que comboios russos foram reposicionados em florestas e áreas arborizadas em Lubyanka, de acordo com imagens tiradas pela Maxar Technologies, empresa de tecnologia espacial com sede em Westminster, no Colorado, nos Estados Unidos.

Em Lviv, a cidade do oeste até então considerada relativamente segura, o alarme durou duas horas, maior período desde o início da guerra, em 24 de fevereiro. A região foi despertada pelas sirenes por volta das 5h30 da manhã, no horário local (0h30, no horário de Brasília).

Novas explosões também foram ouvidas nas cidades de Nikolaev, no sul, Dnipro e Kropyvnytskyi, no centro do país, segundo relatos divulgados pela BBC Ucrânia, citando autoridades locais.

Os corpos de cinco pessoas, incluindo duas crianças, foram recuperados pelos serviços de emergência nos escombros de um edifício residencial na vila ucraniana de Slobozhanske, nos arredores de Kharkiv, após um bombardeio russo.

HOSPITAL

Neste sábado, as autoridades ucranianas acusaram a Rússia de ataques em Mykolaiv, onde um hospital para tratamento de câncer e alguns edifícios residenciais foram danificados. Até o momento, não há registro de vítimas.

Segundo a imprensa internacional, citando os governadores das duas regiões de Kiev e Donetsk, militares russos continuam a atacar áreas onde a Ucrânia está tentando evacuar civis e levar ajuda através de corredores humanitários.

O governador de Donetsk, Pavlo Kyrylenko, disse à mídia local que "a carga humanitária está se movendo em direção a Mariupol, informaremos como ela procede. A situação é complicada, há bombardeios constantes".

Após doze dias de ataque, grande parte das atenções está voltada para Mariupol, no Mar de Azov, cujos habitantes estão incomunicáveis, sem água, gás ou eletricidade e até brigam para conseguir comida. É uma situação "quase desesperadora", alertou o Médicos Sem Fronteiras.

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