O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo que autorizou o ministro da Economia, Paulo Guedes, a propor um novo imposto, mas sem aumento de carga tributária. Segundo ele, o novo tributo tem que ser compensado com extinção de outro imposto ou desoneração.
"O que eu falei com o Paulo Guedes é que pode ser o imposto que você quiser. Tem que ver do outro lado o que vai deixar de existir. Se vai diminuir o IR (Imposto de Renda), exonerar folha de pagamento, acabar com o IPI (Imposto sobre Produto Industrializado)", disse o presidente.
Guedes sugeriu uma cobrança sobre transações eletrônicas, como transferências e pagamentos digitais. Bolsonaro garantiu que só haverá um novo imposto sem aumento de carga tributária. Em caso de rejeição da proposta pela população, o presidente disse que não irá fazer alterações.
"Não tem aumento de carga tributária, é para substituir imposto. Para aumentar o pessoal não aguenta mais", afirmou. "Se o povo não quiser, então deixa como está".
Guedes disse na quinta-feira que a criação de um imposto sobre pagamentos pode abrir espaço para reduzir alíquotas de até dez outros tributos, além de ampliar a faixa de isenção do IR para pessoas físicas.
Estudos iniciais indicam uma alíquota de 0,2% sobre transações eletrônicas renderia uma arrecadação de R$ 120 bilhões por ano.
Mais cedo, O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar neste domingo os governadores que defendem "auxílio emergencial permanente" de R$ 600 pagos a trabalhadores informais afetados financeiramente pela pandemia. Sem citar nomes, Bolsonaro disse que o mesmo governador que defende a medida quebrou seu estado.