O governo de São Paulo anunciou a flexibilização para a realização de eventos culturais no estado. Inicialmente, a reabertura de cinemas, teatros, salas de espetáculos, bibliotecas e outros estava prevista para uma fase mais avançada do Plano SP, como é chamado o planejamento do governo para a retomada das atividades econômicas.
O plano é dividido em cinco fases e, a princípio, esse tipo de evento só poderia retornar na fase 5 (Azul), quando a epidemia já estivesse controlada. Com a mudança, os eventos culturais poderão retomar em cidades que permanecerem por pelo menos quatro semanas na fase 3 (Amarela). Entre as cidades nesse estágio de retomada, está a capital paulista.
Segundo Patrícia Ellen, a secretária de Desenvolvimento Econômico, a decisão ocorreu após conversas com os setores que relatam perdas econômicas consideráveis com a pandemia. A expectativa do governo é que São Paulo complete quatro semanas na fase Amarela no dia 27 de julho. A partir dessa data, os eventos culturais onde o público permanece sentado poderão ser realizados.
A reabertura, entretanto, deverá obedecer a alguns protocolos, como a ocupação limitada a 40% da capacidade, horário reduzido, distanciamento entre assentos, compra antecipada pela internet, proibição do consumo de alimentos e uso obrigatório de máscara.
A realização de grandes eventos onde o público fica em pé e que podem gerar aglomerações, por sua vez, deverá ocorrer quando as cidades alcançarem quatro semanas consecutivas na fase 4 (Verde). A data prevista de retomada das atividades é no dia 12 de outubro, segundo o governo de São Paulo.
Esses eventos, como feiras, congressos, visitas a museus, galerias, acervos e outros, também deverão obedecer a protocolos de segurança.
O governo destacou, entretanto, que, apesar da flexibilização, a recomendação para pessoas acima de 60 anos e/ou no grupo de risco da doença é de que permaneçam, se possível, em casa.
De acordo com Patrícia Ellen, o anúncio ocorreu também para permitir um tempo hábil para que os produtores de eventos culturais possam se preparar para os protocolos de segurança.
"O que nós fizemos foi exatamente especificar melhor o que pode funcionar em cada etapa. Foi assim em Nova York, em outras cidades ao redor do mundo. Estamos minimizando essas atualizações para garantir uma mínima previsibilidade para os setores", afirmou.
Segundo ela, eventos sem controle de acesso e com grandes aglomerações continuam permitidos apenas na fase 5 (Azul).
"O que fizemos, num diálogo extenso, foi ver quais modelos de funcionamento permitem o funcionamento em outras etapas e também garantindo o funcionamento da economia para setores que estão sofrendo tanto", afirmou.
O secretário de Cultura, Sérgio Sá Leitão reafirmou que, apesar da flexibilização, a mudança foi feita de forma a evitar riscos e preservar vidas.
"Aqui em São Paulo, todas as medidas são tomadas a partir de um amplo trabalho de análise de referências internacionais, de estudos, de pesquisas, feitas com todo o rigor, com todo o cuidado. Isso envolve a equipe do governo de São Paulo, e tudo que está sendo anunciado hoje aqui é baseado nesse trabalho intenso, profundo e que tem como preocupação principal preservas as vidas dos cidadãos do estado de SP", afirmou.