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O novo rei? Com mais de 700 gols, Messi se aproxima dos números oficiais de Pelé

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 São 72 quilos, 1,70 m de altura e chuteiras número 41. Prestes a ultrapassar Pelé como maior goleador em jogos oficiais por um clube, Messi segue acumulando recordes individuais com a mesma profusão com que enfileira adversários e vai às redes do Camp Nou. Maior ganhador da Bola de Ouro, com seis troféus, o argentino já é chamado de 'GOAT' -- um trocadinho com a palavra inglesa para cabra, no sentido de 'greatest of all times' (maior de todos os tempos) -- e deixa uma questão na cabeça dos torcedores em todo o planeta: já se tem noção de qual é o tamanho do craque na história da bola?

São 703 gols marcados até agora na carreira, em 921 partidas disputadas. Um levantamento feito pelo diário esportivo argentino ‘Olé’ este ano mostra que o atleta participou de mais de 1.000 gols de companheiros até hoje. O astro argentino caminha para superar Pelé em gols oficiais. O ‘Rei do Futebol’ marcou 763 gols em jogos oficiais (considerando os jogos não-oficiais, foram 1.281 gols na carreira do craque do Santos e Seleção Brasileira).

Os títulos dentro de campo, então, não dá mais para contar nos dedos. Pelo Barcelona, seu único clube na carreira, ele é tricampeão mundial e tetracampeão da Liga dos Campeões – só perdeu o título Mundial de 2006, quando o clube foi vice do Internacional (RS) e Messi não jogou por estar machucado.

Além disso, já são dez títulos do Campeonato Espanhol, seis da Copa do Rei e oito da Supercopa da Espanha, além de outros títulos de menor expressão.

Desde que começou no time do Barcelona, em 2005 e marcou três gols, apenas em 2006 fez menos de 20 gols em uma temporada. Depois, marcou pelo menos 20 gols por ano (em 2020 já fez 15, considerando que a temporada ficou paralisada quatro meses por conta do coronavírus). No ano passado, por exemplo, foram 50 gols marcados.

E, em 2012, veio o recorde: 91 gols no ano. Feito que ninguém mais conseguiu na história do futebol – Zico foi quem mais se aproximou, com 89 gols em 1979.

Rivalizando com Cristiano Ronaldo, ele disputa um lugar no panteão dos deuses do futebol, ao lado de Pelé, Maradona e Cruyff.

Mesmo sem Copa do Mundo, chegou perto em 2014, quando ficou com o vice-campeonato e o prêmio de craque da competição, Messi tem simplesmente mais do que o dobro de gols do que Maradona na carreira (o campeão mundial em 1986 marcou 346 em 679 jogos). E, na seleção argentina em específico, Messi também dobrou a marca do eterno ídolo portenho: são 70 gols até agora (138 jogos), contra 34 de Maradona (91 jogos). E, para completar, Messi ainda tem o título que poucos conseguiram: foi campeão olímpico com a Argentina em 2008, em Pequim, carregando a medalha de ouro no peito.

SONHO.

Hoje, aos 33 anos, o astro argentino mostra que tem fôlego para mais alguns anos atuando em alto nível e até mesmo a disputa de mais uma Copa do Mundo. Afinal, 2022 está aí. E o Catar poderá ser palco do triunfo final do craque argentino. Esse, na verdade, é o grande título que falta na carreira de Lionel Messi. Na Copa de 2018, na Rússia, apesar da boa atuação individual, viu a Argentina ser massacrada pela França nas oitavas de final, além do sufoco na primeira fase e do risco de ter ficado de fora do Mundial. Aliás, na última rodada das Eliminatórias, foi justamente Messi, em atuação de gala contra o Equador, fora de casa, quem salvou a equipe de um vexame histórico.

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