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Brasil tem 1.280.335 casos de Covid-19, indica consórcio de veículos da imprensa em boletim das 8h

Por Agência O Globo |
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Coronavírus
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O número de casos confirmados de Covid-19 no Brasil subiu para 1.280.335, indica o boletim das 8h do consórcio de veículos de imprensa formado por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira. Os números são consolidados a partir das secretarias estaduais de Saúde. O total de óbitos é de 56.121.

São 281 novos casos e mais 12 mortes notificadas desde o boletim divulgado às 20h de sexta-feira. Apenas Goiás, Rio Grande do Norte e Roraima informaram novos números.

As estatísticas da pandemia no Brasil são divulgadas três vezes ao dia. O próximo levantamento será divulgado às 13h. A iniciativa dos veículos da mídia foi criada a partir de inconsistências nos dados apresentados pelo Ministério da Saúde.

Mortes por Covid-19 no Brasil aconteceram antes do que se sabia

Ao tentar manipular os dados da Covid-19, abrindo uma crise recente em meio à pandemia, a atual gestão do Ministério da Saúde defendeu que as mortes deveriam ser divulgadas pela data da ocorrência, e não mais pelo dia em que foram notificadas ao governo federal — o que ocorre quando há a confirmação da Covid-19, procedimento que pode levar semanas após o óbito.

O gráfico nesse formato, no entanto, revela que a doença chegou muito mais letal ao país do que se sabia, segundo cruzamento de dados oficiais feito pelo GLOBO.

A nova forma de apresentar os números mostra que a primeira morte pela doença no país aconteceu em 15 de março, dois dias antes do primeiro registro oficial. No dia 17, quando o ministério anunciou pela primeira vez uma vítima fatal de Covid-19 no Brasil, oito pessoas já haviam morrido por causa da doença.

Nenhum estado do Brasil mostra sinais de redução da transmissão de Covid-19, aponta Fiocruz

Uma análise feita por pesquisadores da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) e divulgada na última quinta-feira apontou que, mesmo que já tenha passado a semana com o máximo número de casos e óbitos pelo novo coronavírus, nenhum estado brasileiro apresentou sinais de uma redução da transmissão da Covid-19. Segundo os cientistas, esse cenário configura uma espécie de platô, que corresponderia a um patamar alto de transmissão, podendo se prolongar indefinidamente.

Ao alertar sobre a permanência de um alto número de casos e óbitos, mesmo depois de passada a semana de máximo número de casos, a Fiocruz faz também outro aviso:

"A diminuição dos atendimentos de casos graves e, consequentemente, o aumento da disponibilidade de leitos de UTI é um dos critérios que devem ser considerados para se adotar medidas de relaxamento, mas não o único.  O comportamento das curvas de casos e óbitos, o ritmo e a tendência do contágio, além de expansão da capacidade de testagem para identificar casos e isolar e rastrear os contatos devem ser considerados como alicerces para a retomada das atividades econômicas".

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