Útil na batalha contra o contágio de coronavírus, o álcool em gel 70% já faz parte da vida cotidiana. No entanto, o uso exagerado do produto pode causar irritações e queimaduras na pele, entre outros problemas de saúde. É o que afirma Marcelo Grossi Araújo, médico dermatologista da SBD (Sociedade Brasil de Dermatologia) e professor da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).
"Ele é inflamável e sua chama pode não ser visível. Ou seja, é imprescindível evitar o seu manuseio próximo ao fogo (fogão, velas e isqueiros)", disse. "Já na cozinha, seu uso deve ser dispensado. O indicado é utilizar água, sabão e detergente para limpeza das mãos e dos utensílios", disse Araújo, que também destacou a importância de manter o produto fora do alcance das crianças e de pessoas com deficiências cognitivas.
Ainda segundo o médico, para diminuir as incidências de reações na pele e outros agravantes para saúde, a aplicação da solução tem que ser restrita às mãos, sobretudo em crianças e idosos.
CONTRA O RESSECAMENTO.
Pele saudável é sinal de pele hidratada. De acordo com Juliana Almeida Nunes, enfermeira especialista em prevenção e controle de infecções, do hospital Sírio-Libanês, apesar de muitos fabricantes já implementarem componentes que previnem o ressecamento da pele nas fórmulas, ainda há algumas marcas de álcool em gel que acabam provocando ressessos. Neste, caso o hidratante é bem-vindo. "Mas só faça o uso de algum creme depois de certificar-se que o álcool em gel já foi absorvido completamente", alertou.
Não existe um limite diário para fazer a utilização do álcool em gel, mas excessos devem ser evitados. A recomendação é aplicá-lo em momentos adequados, por exemplo, ao chegar em casa, antes e após a manipulação das máscaras.
SINALIZAÇÃO.
É válido sempre ter em mente que algumas partes do corpo não toleram o álcool como: rosto (é irritativo para olhos e boca) e a região íntima (porque seu uso deve ser restrito a pele íntegra). Lembre-se ainda que não é seguro higienizar as patas dos pets com o produto.n