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Com risco de faltar dinheiro para pagar auxílio emergencial, governo libera mais R$ 438 milhões para impressão de cédulas

Por Agência O Globo |
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O Ministério da Economia liberou mais 437,9 milhões para ampliar a produção de cédulas neste ano. A maior parte do recurso irá para a Casa da Moeda. A necessidade de colocar mais dinheiro em circulação ocorreu por conta do auxílio emergencial de R$ 600, que  está sendo sacado em espécie por boa parte dos beneficiários.

A falta de cédulas é uma preocupação do Banco Central desde maio. Essa preocupação se intensificou com a prorrogação do auxílio emergencial para cinco parcelas — antes, eram três mensalidades.

Com mais orçamento, a Casa da Moeda poderá ampliar a produção de cédulas. O objetivo é aumentar o estoque de dinheiro no país, diante da avaliação que os níveis de cédulas hoje estão baixos e podem apresentar riscos para os pagamentos da quarta e quinta parcelas do benefício.

"Isso (o valor) chegaria a mais de R$ 100 bilhões de emissão", disse o secretário de Orçamento, George Soares.

Projeções do Banco Central apontam que em agosto o total de dinheiro em circulação no país será de R$389 bilhões. Esse valor é muito acima do meio circulante médio previsto para dezembro de 2020 (R$296 bilhões). Dezembro, tradicionalmente, é o mês com maior volume de dinheiro em circulação.

"Os estoques do Banco Central e do Banco do Brasil não seriam suficientes para atingir o valor projetado para o mês de agosto", diz o ofício do BC, encaminhado ao Ministério da Economia.

O documento alerta também para a necessidade de criação de um estoque estratégico "para atendimento em situações adversas".

"A manutenção de apenas um estoque de segurança não garante o fornecimento adequado de numerário à sociedade em situações que fujam à normalidade como, no momento, as medidas emergenciais decorrentes do enfrentamento da pandemia da covid-19", prossegue. 

Além do pagamento do auxílio emergencial, outra situação que preocupa o BC é o que os técnicos chamam de entesouramento. Ou seja, quando as pessoas passam a guardar dinheiro em casa. Durante a pandemia, isso cresceu. As pessoas aumentaram os valores em células guardados em suas residências.

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