O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse nesta sexta-feira que respeita a decisão da organização da Fórmula 1 de cancelar o GP Brasil deste ano, mas destacou que não via necessidade para isso. Covas comunicou nesta tarde que encaminhou dados aos organizadores que mostrariam que a cidade de São Paulo está numa situação melhor do que o país em relação a pandemia do novo coronavírus.
"Tanto as autoridades sanitárias do estado e do município desenvolveram protocolo para eventos automobilístico. Não há, desde já, qualquer proibição para a realização desde que aconteça sem público. Fomos notificados da decisão e respeitamos a decisão", afirmou o prefeito.
A Fórmula 1 desistiu dos planos de ter corridas na América neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus. Assim, o GP do Brasil está fora da temporada pela primeira vez desde a estreia, em 1972 - a prova só passou a fazer parte do campeonato em 1973. Inicialmente marcada para novembro, a prova de Interlagos será substituída por outra na Europa. Além do Grande Prêmio brasileiro, os dos Estados Unidos, do Canadá e do México também foram cancelados.
Interlagos, inclusive, pode ter dado adeus à F1 sem uma despedida oficial. O contrato com a organização se encerra neste ano, e a renovação ainda estava em negociação. O Rio de Janeiro entrou na briga no ano passado, com a possibilidade da construção de um autódromo em Deodoro, que ainda não saiu do papel e depende de algumas licenças.
Covas defendeu que a cidade teria todas as condições do ponto de vista da pandemia para receber o evento. "Enviamos todos os dados à realização do evento mostrando que realidade da cidade e do estado é bem diferente do país. A projeção mostra que em novembro estaríamos em situação bem melhor do que estavam os países europeus onde já tivemos a realização do GP", disse.
O prefeito afirmou que continuam as negociações para a prorrogação do contrato para que São Paulo continue sendo sede do GP a partir de 2021.