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Doria diz que Bolsonaro terá que usar máscara se visitar São Paulo

Por Agência O Globo |
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Bolsonaro. Presidente diz não ter obrigação de divulgar seu exame
Bolsonaro. Presidente diz não ter obrigação de divulgar seu exame

Em mais um capítulo da discussão pública entre o governador João Doria (PSDB) e o presidente Jair Bolsonaro, o tucano ironizou o veto do presidente em relação ao uso obrigatório de máscara em comércio, escolas e templos. O governador destacou que, apesar do veto, a obrigatoriedade permanece no estado de São Paulo e reforçou que, caso Bolsonaro venha a São Paulo, terá que obedecer à regra estadual.

"Aqui é lei. Se o presidente vier ao estado, deverá usar máscara como todos os demais brasileiros que vivem aqui ou frequentam São Paulo. E a lei em São Paulo vale para todos", afirmou o governador.

O tucano, quando questionado sobre o veto, afirmou que não se surpreendeu com a decisão do presidente e que aquele era mais um exemplo do presidente Jair Bolsonaro "sendo Jair Bolsonaro".

"Ele foi coerente com ele mesmo. O presidente Bolsonaro não usa máscara, não recomenda o uso de máscara, não recomenda o isolamento social, adora cloroquina. O presidente foi Jair Bolsonaro foi Jair Bolsonaro ao fazer esse veto", afirmou Doria, que completou: "Mas o veto não se aplica aos estados, que têm autonomia por determinação do Supremo. Portanto, com base legal, a máscara é obrigatória em São Paulo para o governador, para o prefeito e para todos os cidadãos. Porque aqui apreciamos a vida, gostamos da vida e queremos viver".

Desde o início do surto do novo coronavírus, o governador João Doria e o presidente tem trocado acusações. O tucano foi xingado pelo presidente durante a reunião ministerial tornada pública por decisão do ministro Celso de Mello. Da mesma forma, em suas entrevistas coletivas, Doria tem criticado a maioria das decisões tomadas pelo presidente.

Nesta sexta-feira, o governador defendeu as medidas de distanciamento social adotadas no estado, bem como o plano de flexibilização de algumas atividades. No evento, o governo anunciou a restrição de serviços essenciais nas regiões de Campinas e Ribeirão Preto, que apresentaram piora nos índices de ocupação hospitalar.

Da mesma forma, o governador voltou a afirmar que, na cidade de São Paulo, a epidemia já se encontra no chamado "platô", quando há estabilidade de novos casos e óbitos. Em apresentação feita pelo prefeito da capital, Bruno Covas (PSDB), foram apresentados números que indicam que a cidade não apresenta mais um crescimento significativo nos índices de avaliação da expansão do novo coronavírus.

"Em julho, já estamos apresentando números absolutos compatíveis com o que nós tínhamos em maio",  afirmou Covas.

Neste sábado, a Prefeitura de São Paulo irá assinar também os protocolos com os setores de bares, restaurantes e salões de beleza, que poderão reabri na cidade a partir de segunda.

"Amanhã teremos a versão final do protocolo por esses setores dadas as limitações já colocadas pelo Estado de São Paulo", afirmou o prefeito.

A secretária de Desenvolvimento Econômico, Patricia Ellen, defendeu a reabertura de bares e restaurantes. Segundo ela, os setores são importantes economicamente e vinham sofrendo com as restrições impostas pelas medidas de isolamento social. Além disso, Ellen destacou que com o retorno de parte da força de trabalho, é preciso que esses estabelecimentos estejam abertos.

"Todos nós estamos ansiosos para sair de casa, para celebrar com amigos. Mas não estamos em momento de celebração, e sim de solidariedade. Vamos no restaurante para sentar, comer e voltar. É esse o momento que estamos vivendo e, se isso não acontecer, o Plano SP tem os gatilhos para retroceder. Se nós não cumprirmos o protocolo de segurança, vai acontecer o mesmo que com regiões que não cumpriram as regras no momento adequado", afirmou a secretária.

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