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Com feriado nos EUA, dólar fechou a semana cotado a R$ 5,31 e Bolsa subiu ao patamar de 96 mil pontos

Por Agência O Globo |
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Dólar
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Com feriado nos EUA, o mercado financeiro brasileiro ficou sem a referência das bolsas americanas e apresentou poucos negócios e volatilidade nesta sexta-feira.

O dólar comercial fechou negociado a R$ 5,31, em queda de 0,54%. Na máxima, subiu até R$ 5,37.

Na semana, divisa americana apresentou queda de 2,70%, mas no ano a valorização frente ao real é de 32,75%.

Na B3, o Ibovespa, principal índice do mercado de ações brasileiro, teve alta de 0,55% e fechou aos 96.764 pontos.

Na semana, o índice se valorizou 3,12%, mas no ano, a queda é de 16,32%

De acordo com análise de Pedro Molizani, operador da mesa de câmbio do Travelex Bank, a sexta-feira foi caracterizada pela baixa liquidez na Europa e no Brasil por conta  do feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos.

O mercado americano não funcionou nesta sexta-feira devido à antecipação do feriado do 4 de julho, dia da Independência.

"Houve menos liquidez e a agenda de indicadores econômicos foi fraca nesta sexta. Tivemos PMIs positivos na Europa e na China, mas ainda assim os investidores operam com cautela neste início de trimestre com o crescimento de casos de Covid-19 nos EUA, especialmente na Flórida ena Califórnia".

O temor é de que alguns estados americanos retomem medidas de fechamento  da economia - diz Gustavo Bertotti, economista da Messem investimentos.

No Brasil, os investidores acompanharam a uma nova fase da Operação Lava-Jato, que tem como alvo o senador José Serra (PSDB-SP).

Volalildade do real é elevada, dizem operadores

Operadores de câmbio têm observado uma alta volatilidade da moeda brasileira, que destoa de outras divisas de países emergentes. Para Fabrizio Velloni, da Frente Corretora, tanto na valorização do real frente ao dólar quanto na desvalorização, o movimento é sempre mais forte do que de outras divisas.

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Fabio Kanczuk, afirmou nesta sexta-feira que a autoridade monetária está tentando identificar a causa do aumento elevado da volatilidade do câmbio, reconhecendo que esse movimento destoa do nível de volatilidade visto em outros países emergentes.

"Infelizmente eu não tenho muito a adicionar. Só posso dizer que a gente está super de olho nisso aí tentando entender", afirmou ele, em live promovida pelo Banco Safra.

Europa: Bolsas em queda

Na Europa, apesar de terem sido divulgados números da economia mais positivos, os pregões europeus fecharam em queda refletindo a cautela dos mercados diante da alta nos casos de coronavírus nos Estados Unidos.

Frakfurt recuou 0,64%, Paris teve queda de 0,84% e Londres perdeu 1,33%.

Na Europa, a atividade industrial acelerou. O PMI Composto do IHS Markit subiu a 48,5 em junho de 31,9 em maio.

Por aqui, as principais ações do Ibovespa fecharam com queda moderada. Os papéis ordinarios da Petrobras (ON, com direito a voto) caíram 0,31%, enquanto os preferenciais (PN, sem direito a voto) perderam 0,32%.

A Petrobras deverá ter uma economia de R$ 4 bilhões ao ano, até 2025,  com a saída dos 10.082 funcionários que se inscreveram nos programas de desligamentos voluntários (PDVs) e no programa de aposentadoria incentivada (PAI).

Entre os bancos, Itaú PN teve perda de 0,19% e Bradesco PN avançou 0,66%.

Economia mostra sinais de recuperação na China

Na China, o setor de serviços da China se expandiu no ritmo mais rápido em mais de uma década em junho com o afrouxamento das medidas de contenção do coronavírus mostrou a pesquisa Índice de Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês).

O PMI de serviços subiu a 58,4 em junho de 55 em maio. A marca de 50 separa crescimento de contração.

As ações da China subiram pela quarta sessão consecutiva nesta sexta-feira.

O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 1,93%, máxima desde julho de 2015, enquanto o índice de Xangai teve alta de 2,01%.

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