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Lixo domiciliar cresceu 28% em maio

Por Bárbara Stephanie Monteiro |
| Tempo de leitura: 2 min
Descarte consciente
Descarte consciente

Durante o mês de maio, a geração de materiais recicláveis domésticos no país aumentou 28% em comparação ao mesmo período do ano anterior. Positivamente, na contra mão houve uma queda de 9% na produção de lixo não reciclável. Os dados inéditos e únicos referentes ao período mais recente da pandemia fazem parte do balanço que a Abrelpe (Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais) e a Iswa (Associação Internacional de Resíduos Sólidos no Brasil) realizaram com operadoras de diversos municípios e que somam 60% do mercado de limpeza urbana do Brasil. 

“De acordo com o resultado da pesquisa, observamos que a geração de resíduos vem caindo e deve permanecer em queda até que a economia volte a dar sinais de retomada. Isso porque, conforme demonstrado historicamente pelo panorama da Abrelpe, a produção de lixo tem relação direta com o poder aquisitivo e hábitos de consumo da sociedade, de forma que a instabilidade e retração econômica exercem forte influência na decisão de compra do consumidor, impactando na geração de lixo”, avaliou Carlos Silva Filho, diretor presidente da associação brasileira.

LIXO NO VALE.

Entre as cidades que apresentaram a mudança de comportamento está São José dos Campos. Segundo a Urbam (Urbanizadora Municipal), no mês de maio houve um crescimento de 17,4% nos resíduos recolhidos no município, tendo como referência o mesmo período de 2019. Esta alta significou o recolhimento de 1.377,01 toneladas de materiais reaproveitáveis contra 1.172,58 ton (respectivamente). Contudo, quando tratamos de coleta comum, os números se mantiveram estáveis com 14.457,40 ton recolhidas em maio de 2020 e 14.201,35 ton no mesmo período em 2019.

O mesmo se repetiu em abril de 2020 em relação ao mesmo mês de 2019 (14.121,56 ton e 14.293,81 ton, respectivamente). A região oeste é a que gera mais recicláveis, seguida pelo centro, norte, sul, sudeste e leste. São Francisco Xavier também tem um bom desempenho na coleta seletiva. Para a Urbam, este resultado está diretamente conectado a pandemia.

“Com um maior número de pessoas em casa, nos dois últimos meses foi registrado um aumento dos materiais recicláveis coletados. As pessoas estão consumindo mais e com isso também há um aumento no uso de embalagens dos serviços de delivery dos restaurantes”, disse a empresa por meio de nota.  A avaliação da Urbam é positiva. “Isso acaba criando um aumento na renda dos cooperados com a venda destes materiais. Além de evitar desperdício e preservar o meio ambiente”, argumentou.

CONSCIENTIZAÇÃO.

O último estudo de gravimetria dos resíduos (caracterização dos resíduos) realizado em 2008, mostrou que das 1.230 ton/mês da coleta seletiva em São José, 27,65% não são passíveis de reciclagem. Ou seja, materiais orgânicos como restos de alimentos, terra, fraldas descartáveis, roupas, sapatos, guardanapos sujos e outros destinados pela população junto com os recicláveis, mas que deveriam ser disponibilizados para a coleta comum. 

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