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Após dois anos, Taubaté passa a cumprir lei sobre transparência de medicamentos

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Sem remédio. Reclamações de falta de medicamentos são constantes na Farmácia Municipal de Taubaté
Sem remédio. Reclamações de falta de medicamentos são constantes na Farmácia Municipal de Taubaté

Após mais de dois anos, o governo Ortiz Junior (PSDB) passou a cumprir a lei que obriga a Prefeitura a divulgar em seu site oficial a relação dos medicamentos existentes e dos que estão em falta na farmácia do município.

O fato ocorreu após a Câmara de Taubaté aprovar em junho a convocação do secretário de Saúde, João Ebram Neto, para prestar esclarecimentos sobre duas leis municipais de transparência que não eram cumpridas pela Prefeitura. A data do depoimento, que deve ocorrer a partir de agosto, ainda não foi marcada.

De autoria do vereador Dentinho (PSL), que é da base aliada de Ortiz, a lei sobre os medicamentos está em vigor desde 19 de junho de 2018, mas foi ignorada no início pelo governo tucano, que considerava a regra inconstitucional.

Em setembro de 2019, no entanto, o Tribunal de Justiça negou pedido da gestão Ortiz para derrubar a lei. Desde então, a administração do PSDB alegava que realizava “ajustes técnicos e administrativos” para cumprir a norma.

Até então, a Prefeitura mantinha em seu site apenas uma relação padrão, datada de 2017, que listava 204 medicamentos, sem informar se o remédio estava disponível ou não na farmácia municipal.

Agora, foram incluídas três novas listas. Uma delas tem a relação dos medicamentos disponíveis na farmácia municipal (atualmente, são 203). Outra lista tem a relação de medicamentos nas unidades de saúde (são 89). E uma terceira lista mostra os medicamentos em falta (hoje são 20).

Nas redes sociais, Dentinho comemorou o fato de a lei ser, enfim, cumprida, e disse que a medida irá beneficiar os pacientes. “Você não sai de casa se souber que seu remédio não tem”.

O parlamentar disse também que irá cobrar que a lista de medicamentos das unidades de saúde seja específica para cada postinho. “Ainda gostaria que fosse detalhado, unidade por unidade, mas vamos com conversa, vamos com diálogo”.

ESPECIALISTAS.

A outra lei citada na convocação do secretário continua a não ser cumprida. A norma, de abril de 2019, obriga o município a divulgar a lista de pacientes que aguardam por consultas com médicos especialistas, exames e cirurgias na rede pública de saúde.

Essa lei, de autoria da vereadora Loreny (Cidadania), que é da oposição, é marcada por um vaivém. A norma entrou em vigor em 30 de abril de 2019, mas não foi cumprida pela Prefeitura até 6 de junho do ano passado, quando o TJ concedeu uma liminar para suspender a eficácia, após o governo Ortiz mover uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade). No fim de fevereiro de 2020, no entanto, o STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou recurso da Câmara e considerou a lei constitucional. Segundo a norma, as listas de pacientes que aguardam por consultas com médicos especialistas, exames e cirurgias na rede pública de saúde devem ser divulgadas no site da Prefeitura, com informações como número do protocolo, data da solicitação, número do Cartão SIM/SUS, data do nascimento do paciente, tipo de solicitação (consulta, exame ou cirurgia) e data agendada.

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