O MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro) estima que Adriano Magalhães da Nóbrega, o Capitão Adriano, que era o chefe da milícia Escritório do Crime, transferiu mais de R$ 400 mil para as contas bancárias do policial militar aposentado Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ),que foi preso na quinta-feira. A informação foi divulgada pelo portal de notícias UOL.
O Capitão Adriano foi assinado em uma operação policial na Bahia em fevereiro deste ano. Pelo menos R$ 69,5 mil foram depositados nas contas bancárias de Queiroz por restaurantes administrados pelo miliciano e seus familiares.
Em novembro passado, Queiroz pediu que a mãe de Adriano permanecesse escondida no interior de Minas Gerais, após uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) garantir o andamento das investigações sobre o esquema de rachadinha de salários do gabinete de Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual no Rio de Janeiro.
As informações sobre as transferências constam nos documentos judiciais que embasaram o decreto de prisão preventiva de Queiroz, detido ontem em um sítio de Atibaia, interior de São Paulo. A propriedade pertence ao advogado do senador, Frederico Wassef.
A defesa de Queiroz ainda não se manifestou sobre o assunto. Na quinta, após visitar seu cliente na prisão, Catta Preta afirmou que Queiroz diz não entender o motivo de sua detenção. O advogado afirmou que o PM sempre prestou esclarecimentos às autoridades e que vai que entrar com um harbeas corpus no TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro) para que ele seja posto em liberdade.