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BNDES diz que negocia com Latam mesmo após pedido de recuperação no exterior

Por Agência O Globo |
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Avião
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Mesmo após o pedido de recuperação da Latam nos Estados Unidos e Chile, o BNDES diz que continua a negociar com a companhia aérea sua inclusão numa operação de socorro, que abrange ainda Gol e Azul.

"Apesar de ter entrado com processo de Chapter 11 (recuperação judicial), isso não impactou nossa discussão no Brasil. (A operação para empresas aéreas) é mais específica que outras, são transações a mercado, emissão de debêntures (títulos de dívida), tendem a tomar mais tempo do que outras transações de produtos já existentes no BNDES", afirmou o diretor de Privatizações, Leonardo Cabral.

Ele ressaltou, porém, que a operação depende da adesão do mercado, já que o banco não seria o único a comprar os papéis necessários para viabilizar a operação. Segundo fontes, ela resultaria em recursos da ordem de R$ 2 bilhões para cada empresa aérea.

"A ideia do BNDES não é investir de forma solitária. Só pode comprar até 60% dos papéis emitidos. Continuamos otimistas com o sucesso dessas transações", disse Cabral.

Até R$ 16 bi para distribuidoras de energia

O setor elétrico, outro que deve ser contemplado com medidas emergenciais do banco, deve ter a operação anunciada até o fim deste mês. Segundo Cabral, o volume de recursos envolvido na operação deve chegar a R$ 16 bilhões entre recursos do BNDES e de outros bancos.

Nas últimas semanas, segundo Cabral, houve avanço nas etapas que faltavam no âmbito do governo federal e da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) para viabilizar a operação.

Perguntado se as medidas emergenciais de crédito não estariam com custo elevado em um momento de crise, o presidente do BNDES, Gustavo Montezano, afirmou que crédito subsidiado se mostraria pouco eficaz neste momento, já que a taxa básica de juros já está em 3% ao ano, o nível mais baixo da história.

"É importante esclarecer o contexto da crise que a gente vive hoje em relação a crises passadas. Existe liquidez para apoiar as empresas, a gente vive momento de juro básico muito baixo, de 3%. A parte de subsídio em taxa básica de juros se mostraria pouco eficaz neste momento. A gente vive hoje a questão de apetite a risco. Os instrumentos que a gente está colocando em prática são para mitigar risco. O subsídio está ocorrendo ao assumir risco".

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