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Com desaceleração do comércio global, contas externas registram terceiro superávit seguido

Por Agência O Globo |
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Com os efeitos da pandemia afetando o comércio no mundo todo, inclusive reduzindo as importações e exportações brasileiras, as contas externas de maio fecharam em superávit de US$ 1,3 bilhão. É o terceiro mês consecutivo de superávit. A estatística foi divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central.

Tanto as exportações quanto as importações registraram recuos significativos em comparação com maio de 2019. As exportações totalizaram US$ 18 bilhões, um recuo de 12,7% enquanto as importações caíram para US$ 13,8 bilhões, uma queda de 11,6%. Esses dados refletem os efeitos da pandemia na desaceleração do comércio mundial.

O resultado também foi puxado por uma redução de 62% no déficit de renda primária, que contou com aumento no gasto com juros e queda nas remessas de lucros e dividendos para o exterior. Esse dado aponta para uma redução da atividade econômica, porque com menos lucro no país, as filiais de empresas estrangeiras enviam menos recursos para suas matrizes.

O déficit na conta de serviços também reflete para uma queda na atividade econômica. Com a redução de 47,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, principalmente puxado pela queda nas despesas com viagens, são as reduções nas despesas com aluguéis de equipamentos, de US$ 302 milhões e nas despesas com transporte, com recuo de US$ 208 milhões que mais representam uma redução na atividade econômica. A redução dessas despesas significa que menos empresas têm alugado equipamentos para ajudar na produção, por exemplo.

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