Em maio deste ano, 9,7 milhões de trabalhadores estavam sem remuneração, divulgou o IBGE nesta quarta-feira. De acordo com os dados da Pnad Covid-19, este total de pessoas corresponde a 11,7% de toda a população empregada no Brasil, que totalizava 84,4 milhões no mês passado. No período, cerca de 16,8% dos trabalhadores do Nordeste e 15% do Norte estavam sem remuneração.
A pesquisa mostrou que 19 milhões de pessoas (ou 22,5%) estavam afastadas de seu trabalho, sendo que 15,7 milhões (18,6%) estavam afastadas devido ao distanciamento social. Além disso, o grupo etário com maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais: 27,3%.
Trabalhadores domésticos sem carteira foram os mais afetados, registrando o maior percentual de pessoas afastadas devido à pandemia (33,6%), seguidos pelos empregados do setor público sem carteira (29,8%) e pelos empregados do setor privado sem carteira (22,9%). Já entre os trabalhadores domésticos com carteira, o percentual de afastados foi de 16,6%.
Nível de afastamentoDo total de brasileiros empregados, 65,4 milhões não estavam afastados, o equivalente a 77,5% do total. Entre os não afastados, 8,7 milhões estavam trabalhando de forma remota (13,3%). Quanto maior o nível de instrução, maior foi o percentual de pessoas que trabalhavam remotamente.
Para as pessoas com nível superior completo ou pós-graduação, 38,3% estavam trabalhando remotamente. Trabalhadores de níveis médio completo e superior incompleto, 7,9%. Os com ensino fundamental completo e médio incompleto, 1,7%. Já os sem instrução ou com fundamental incompleto, 0,6%.