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A última jogada de um gênio: documentário mostra carreira de Michael Jordan

Por Marcos Eduardo Carvalho |
| Tempo de leitura: 2 min
1984, Jordan e ditadura
1984, Jordan e ditadura

Obsessão pela vitória, busca pela perfeição e cobrança o tempo todo. Esse é o preço do sucesso aos grandes astros do esporte, como por exemplo o astro norte-americano do basquete, Michael Jordan, hexacampeão da NBA na década de 1990, campeão olímpico no ‘Dream Team’ e que marcou uma geração do esporte.

Nos EUA, o documentário ‘Arremesso Final’, que fala sobre a carreira do astro, está causando polêmica, por mostrar um Jordan obstinado pela vitória, que chegava a cobrar os companheiros de time de forma dura e até cruel. E no Brasil?

OVALE ouviu especialistas que analisaram o comportamento do ‘Pelé’ do basquete.

Oscar, que promete ‘maratonar’ a série da Netflix, e Jordan, estiveram frente a frente nas Olimpíadas de, em 1992. “Ele era o líder do time. Fazer cobranças era o papel dele mesmo. E muitas vezes, não é nem com a fala, é só com um olhar”, afirma o ‘Mão Santa’.

“Já assisti dois episódios da série. Prometo que vou ver todos. É muito bom. O time do Chicago era uma confusão danada, mas é assim mesmo”.

Oscar ainda ressalta que também cobrava os companheiros. “Tem que ser assim, senão não se ganha nada. Tem que fazer o melhor, instigar o companheiro para aprimorar as táticas”.

Para Oscar, Jordan não foi sozinho o maior da história. Além da lenda, ele cita mais quatro nomes: Kobe Bryant, LeBron James, Magic Johnson e Larry Bird, todos da NBA.

Helinho, técnico do Franca Basquete e também filho do lendário Hélio Rubens, ex-jogador e técnico do Franca e Seleção Brasileira, hoje aposentado, vê Jordan como referência. “Particularmente, o Michael Jordan foi o meu maior ídolo no basquete. Até as brincadeiras dos adversários viravam motivação para ele”, disse.

“Cobrança é uma coisa que cada um tem uma forma de colocar. Por exemplo, o Bernardinho (do vôlei) ou até mesmo o meu pai, cobram de uma maneira mais dura. Um cara igual o José Roberto Guimarães (do vôlei) vai mais na conversa”.

“O Jordan tinha uma forma austera de cobrar, motivar, e isso tirava o melhor de cada companheiro”, disse.

SÃO JOSÉ.

O ala Dedé viveu momentos intensos no São José Basket, onde foi campeão paulista em 2012 e vice-campeão do NBB. Hoje aposentado das quadras, assistiu inteira a série sobre Jordan. “O documentário é sensacional e o principal é que ele mostra uma época onde nós não tínhamos a ideia dessa magnitude do que era a NBA”, disse.

“Trazendo para a nossa realidade, eu posso até citar o time de São José, que a gente teve uma magnitude muito boa, um período excepcional, chegamos a ficar um ano sem perder dentro de casa. É parecido”.

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