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Pesquisa que estima contágio de Covid-19 no Brasil tem mudanças para evitar problemas da primeira fase

Por Agência O Globo |
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Para combater fake news, Anvisa esclarece pesquisas sobre covid-19r
Para combater fake news, Anvisa esclarece pesquisas sobre covid-19r

A pesquisa que busca estimar a prevalência de Covid-19 na população brasileira se prepara para ir às ruas pela segunda vez. Será entre os dias 4 e 6 de junho em 133 cidades do país. Para evitar os problemas registrados na primeira fase do estudo, algumas medidas foram tomadas.

Entre as principais novidades, está a participação da CNM (Confederação Nacional dos Municípios) e do Conselho Nacional das Secretarias Municipais de Saúde nas discussões sobre o trabalho de campo. Além disso, a pesquisa contará com a colaboração de profissionais de saúde locais em cada cidade visitada.

O objetivo é aproximar-se das prefeituras, fonte dos principais problemas enfrentados pelos pesquisadores na primeira fase do trabalho. Em alguns municípios do interior, a polícia levou as equipes de entrevistadores para a delegacia e apreendeu os testes para Covid-19. Em outros, autoridades locais alegaram que precisavam liberar a realização da pesquisa, o que gerou atraso no início dos trabalhos.

O Ministério da Saúde, financiador do projeto, também está mais próximo das discussões e do planejamento. Na primeira fase, algumas secretarias municipais alegaram que a pasta informou sobre a realização da pesquisa em prazo muito curto, o que pegou muitas desprevenidas.

Com todos estes problemas, os trabalhos de campo da primeira rodada duraram oito dias. Ao fim deste período, 20.025 testes foram realizados. O objetivo inicial era entrevistar 33.250 brasileiros. Em apenas 90 dos 133 municípios os entrevistadores conseguiram testar um mínimo de 200 pessoas.

O resultado nas 90 cidades estimou que até 760 mil brasileiros estão ou já foram infectados pelo novo coronavírus. É cerca de sete vezes mais do que as 104.782 notificações somadas nestas localidades em 13 de maio, um dia antes de a pesquisa ter sido iniciada. Ao todo, serão três etapas, separadas por duas semanas cada uma.

O estudo é coordenado pela Ufpel (Universidade Federal de Pelotas), que conduz um trabalho semelhante, mas em âmbito estadual, no Rio Grande do Sul. Nesta quarta, foram divulgados os resultados da quarta fase da pesquisa gaúcha. Eles revelaram uma prevalência baixa: 0,18% da população com anticorpos. As estimativas apontam 1.778 infectados reais para cada um milhão de habitantes, contra 580 casos notificados.

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