O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro "vai despencar" nesse ano. O impacto, segundo ele, independe das medidas de isolamento para controlar a disseminação do novo coronavírus.
Ele cita como exemplo a Suécia e a Dinamarca. O primeiro país decidiu não impôr restrições severas à circulação de pessoas, e teve uma taxa maior de mortes que os demais países nórdicos. O impacto na economia, por outro lado, foi semelhante nos dois países.
"Quanto maior o número de mortes, maior o impacto na própria economia, porque um drama como esse, uma tragédia como essa, sempre vai impactar a decisão das pessoas porque as pessoas estão com medo, elas vão pra casa de qualquer jeito", afirmou, em entrevista à TV Bandeirantes.
Ele comentou também a queda de 1,5% do PIB brasileiro no primeiro trimestre, anunciada hoje. Disse que será "um baque muito grande", e frisou a importância da Medida Provisória (MP) 944, de linha de crédito para auxiliar empresas pequenas durante a pandemia.
"Vai ser um baque muito grande, por isso a gente tem que estar unido. Vamos ter uma taxa de desemprego muito maior, informalidade muito grande, a informalidade deve passar dos 50% da mão de obra. Então é um momento muito difícil, hora de mais diálogo, paciência, sensatez".
"Na Câmara, o nosso maior desafio é essa medida provisória 944, porque os recursos que foram liberados, R$ 40 bilhões, não chegaram no micro e pequeno empresário".
O presidente da Câmara diz estudar uma forma de ampliar esse benefício para empresas de médio porte, com receita anual superior a R$ 10 milhões. Elogiou também a aprovação da MP 936, que permite redução salarial e suspensão de contratos, na Câmara dos Deputados.