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Senado cancela sessão e MP 936, que permite suspensão dos contratos de trabalho, fica para semana que vem

Por Agência O Globo |
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A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.
A cúpula menor, voltada para baixo, abriga o Plenário do Senado Federal. A cúpula maior, voltada para cima, abriga o Plenário da Câmara dos Deputados.

Sem consenso para votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), cancelou a sessão que votaria nesta quarta-feira a Medida Provisória (MP) 936, que autoriza a suspensão temporária do contrato de trabalho e redução de jornada e salário. A equipe econômica tem pressa na aprovação do texto, sob alegação de que só assim pode prorrogar as regras previstas na MP.

A votação foi remarcada para 16 de junho depois de uma hora de uma discussão prévia entre senadores antes da abertura da sessão desta quarta-feira. A falta de consenso impediu até a abertura da reunião, apesar dos apelos do relator da medida, senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) e dos líderes do governo.

Ontem, eles haviam justificado a pressa sob alegação de garantir a prorrogação dos efeitos da MP. A Câmara incluiu a possibilidade de as medidas serem estendidas via decreto presencial.

Vanderlan Cardoso apelou aos senadores afirmando que parte das empresas que aderiram a MP viu suas regras perderem efeito em 1 de junho e, embora não tenham voltado às atividades, foram obrigadas a chamarem seus empregados de volta.

A pressa desagradou aos senadores, que divergem de trechos do texto aprovado pela Câmara.

"Não houve acordo. Houve mais de mil emendas. Impossível o relator ter visto todas e ter rejeitado todas, como estava propondo para que a medida não voltasse à Câmara. É uma desconsideração com Senado e líderes. E, por mais urgente que seja o assunto, aquele contrato com 60 dias já venceu", diz o líder do PSL, Major Olímpio (SP).

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