Política

‘Fura fila’: após perícia, MP vai devolver computadores ao gabinete de Bilili

Por Julio Codazzi |
| Tempo de leitura: 2 min
Bilili de Angelis foi vereador em Taubaté
Bilili de Angelis foi vereador em Taubaté

O Ministério Público concluiu a extração de dados dos três computadores utilizados no gabinete do vereador Bilili de Angelis (PSDB), na Câmara de Taubaté.

Os equipamentos foram periciados pelo Laboratório de Computação Forense do Caex (Centro de Apoio Operacional à Execução), que é um braço técnico do MP. O laudo deve ficar pronto em 30 dias.

Os técnicos da Promotoria vão tentar descobrir se o sistema da Cross (Central de Regulação de Ofertas e Serviços da Saúde), utilizado para agendamento de consultas, exames e cirurgias, foi acessado dos equipamentos. Também será analisado se a memória foi formatada ou se arquivos foram apagados para burlar a investigação.

Com a conclusão do trabalho, a Promotoria informou à Justiça que os equipamentos, que haviam sido apreendidos dia 21 de maio, poderão ser devolvidos ao Legislativo a partir dessa quarta-feira (17).

Na ação, protocolada em outubro de 2018, o MP também pedia a apreensão de um notebook da Câmara, que era utilizado por Bilili. No entanto, o tucano registrou um boletim de ocorrência em janeiro de 2019 para comunicar o suposto furto do equipamento, que ficava em um prédio particular usado por ele.

‘FURA FILA’.

Nessa ação, Bilili é réu por improbidade administrativa, acusado de encabeçar um esquema para ‘furar fila’ de exames e consultas na rede pública de saúde na região.

Além do tucano, outras seis pessoas são rés, entre assessoras do parlamentar e funcionárias da Secretaria de Saúde do Estado e do Hospital Regional.

O tucano e outras quatro denunciadas negam as acusações, mas duas rés – uma ex-assessora de Bilili e uma ex-funcionária do hospital – admitiram ao MP e à Justiça terem participado do esquema.

Se condenado, o vereador, que está com parte dos bens bloqueados, pode perder a função pública, ter os direitos políticos suspensos por até cinco anos e pagar multa. A Promotoria ainda pede o pagamento de uma indenização de R$ 2,5 milhões, por danos morais difusos.

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