No primeiro trimestre deste ano, o Brasil registrou um aumento de 26,7% nas vendas de novos apartamentos em comparação ao mesmo período de 2019. Foi o que revelou o estudo de Indicadores Imobiliários Nacionais, feito pela Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) e pelo Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial). No entanto, o setor de construção civil apresentou uma queda de 14,8% nos lançamentos de unidades habitacionais (18.388 unidades).
Justificativa que se dá pelas incertezas no mercado causada pela pandemia de covid-19. Instabilidade. Esta é a palavra que ronda os setores conectados ao mercado de imóveis. De acordo com estudo da Cbic (Câmara Brasileira da Indústria da Construção) em parceria com o Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), as vendas de apartamentos novos em todo o país teve um salto de 26,7% nos primeiros três meses do ano, em relação a 2019. Entretanto, os lançamentos de unidades habitacionais sofreram queda de 14,8%.
Para o presidente da Cbic, José Martins, mesmo com os impactos causados pelo novo Coronavírus é possível ainda ter boas expectativas. “Apesar de o setor já ter sentido os reflexos da pandemia a partir do mês de abril, acreditamos que é a construção civil, por meio dos seus vários pilares, que vai ajudar na retomada desse novo momento econômico no Brasil,” afirmou Martins.
No estudo também foi constatado que, na comparação com o 4° trimestre de 2019 - melhor período em lançamentos dos últimos dois anos -, houve queda de 69,1%. Já as vendas caíram 27,2%. Segundo a Cbic, a maior diferença registrada foi no sudeste, com 8.745 lançamentos - 79,2% menos do que no ano anterior. Para a conclusão da pesquisa foram coletados da dos de 118 municípios, sendo 18 capitais.
RMVALE.
Ainda na região sudeste, a cidade de São Paulo registrou no 1° trimestre deste ano a comercialização de 9.585 unidades novas, contra 6.785 no mesmo período de 2019. As informações são do estudo do Secovi -SP (Sindicato da Habitação). Para Paulo Cunha, diretor regional do Secovi, em São José dos Campos, as consequência da pandemia deixou todas as expectativas de um mercado bem aquecido invertidas. “A projeção é que tenhamos uma desaceleração forte na construção civil. Ainda não é possível estimar se as vendas também terão queda nos próximos meses”, afirmou.
Cunha, revelou que em todo o interior de São Paulo estão sendo coletados dados para um estudo estatístico mais contundente. A previsão é que a análise seja divulgada até o final de julho. “Já foi consolidado a queda do mercado em relação ao ano passado. Porém, a construção civil é uma alavancadora da atividade econômica como um todo. Esperamos, principalmente, que o segmento popular com todos os recursos que a Caixa Economia está disponibilizando venha manter algum nível de produtividade”, concluiu Paulo Cunha.
MINHA CASA MINHA VIDA.
O programa habitacional do Governo Federal registou total de 57% lançamentos, no período. Já em vendas, participação total ficou em 55,6%.