Mais de 2 milhões de americanos deram entrada em pedidos de seguro-desemprego na semana passada, um sinal de que os postos de trabalho continuam a ser fechados dois meses depois que a pandemia do novo coronavírus obrigou empresas a cerrarem suas portas.
Os pedidos de desemprego nos estados americanos totalizaram 2,44 milhões na semana encerrada em 16 de maio, mostraram números do Departamento do Trabalho nesta quinta-feira.
A cifra da semana anterior foi revisada para baixo para 2,69 milhões depois de um erro administrativo das autoridades trabalhistas de Connecticut inflar a cifra geral em todo o país. Analistas esperavam 2,4 milhões de pedidos na semana passada. E no relatório mais recente também já há controvérsias. Segundo uma autoridade de Massachusetts, o estado teve 115.952 pedidos iniciais na semana passada sob o programa federal de assistência ao desemprego na pandemia, não os 1,18 milhões mostrados no relatório do Departamento de Trabalho dos EUA no início da quinta-feira.
"Nenhum dos estados possuía sistemas configurados para processar a quantidade sem precedentes de pediidos de uma só vez, de modo que há atrasos", disse Steve Blitz, economista-chefe da TS Lombard em Nova York.
A taxa de desemprego nos Estados Unidos atingiu 14,7% em abril, a maior desde a GrandeDepressão dos anos 1930. Um total de 20,5 milhões de pessoas perdeu emprego no mês, um número sem precedentes na história do país.