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Frente defende audiência pública para a Linha Verde

Por @Da redação |
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Ilustração do projeto da Linha Verde
Ilustração do projeto da Linha Verde

A Frente de Defesa do Direito da Cidade “Desperta São José” vai pedir à Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) a realização de audiências públicas em São José dos Campos sobre o projeto da Linha Verde.

Trata-se de um corredor viário que irá interligar as regiões sul, leste e central de cidade e que recebeu a licença ambiental prévia da Cetesb.

O documento, segundo a Prefeitura de São José, aprova a localização e concepção do empreendimento, “atestando sua viabilidade ambiental”.

Para o ambientalista e professor José Moraes Barbosa, membro do grupo Desperta São José, não há clareza sobre o projeto e os impactos da obra, temas que deveriam ser discutidos em audiências públicas, na avaliação dele.

“Suprimir áreas verdes para colocar linhas de ônibus é temerário. Não sabemos como o projeto vai fazer isso tudo”, afirmou.

Segundo ele, o movimento pedirá a realização de audiências públicas para a Cetesb, em razão da aprovação da licença ambiental prévia, mas não descarta recorrer à Justiça.

“Vamos primeiro fazer o pedido na Cetesb, mais tardar na semana que vem. Se não surtir efeito, vamos procurar o Ministério Público e a Defensoria Pública”, disse Moraes.

OBRA

Os dois contratos da primeira fase do projeto foram assinados no fim de abril. A parte de obras custará R$ 55,8 milhões, sendo R$ 30 milhões de aporte do governo estadual. O serviço terá início na Estrada do Imperador (região sul) e seguirá até o Terminal Intermunicipal (região central).

Na segunda fase das obras, que ainda não foi licitada, será criado o Anel Viário Leste, uma nova via que permitirá a interligação de toda a cidade ao Parque Tecnológico, sem a necessidade de uso da Via Dutra.

Ao todo, a primeira fase da Linha Verde deve custar R$ 151 milhões, já que outros R$ 60,9 milhões devem ser gastos com a desapropriação de áreas pertencentes à CTEEP (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), com 400 mil metros quadrados.

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