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Rebelião em presídio no Pará deixa 57 mortos, com 16 deles decaptados

Por André RichterAgência Brasil |
| Tempo de leitura: 2 min
Tragédia. Pelo menos 57 presos foram assassinados durante rebelião em Altamira, no Pará, nesta segunda
Tragédia. Pelo menos 57 presos foram assassinados durante rebelião em Altamira, no Pará, nesta segunda

Uma rebelião ocorrida na manhã de desta sexta-feira deixou ao menos 57 detentos mortos no Centro de Recuperação Regional de Altamira, no Pará. De acordo com a Susipe (Superintendência do Sistema Penitenciário), o conflito começou por volta das 7h, quando um grupo de presos invadiu a ala de uma facção rival.

De acordo com informações divulgadas, os presos chegaram a colocar fogo em parte da ala. Dentre os mortos, 16 foram decaptados e o restante teria morrido por asfixia, devido ao incêndio. Dois agentes penitenciários foram mantidos reféns, mas foram liberados ao final da rebelião, que foi contida por volta das 12h.

PRESÍDIOS FEDERAIS.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou no final do dia que ofereceu ao governo do Pará vagas em presídios federais para transferir os líderes da rebelião em Altamira.

Em nota à imprensa, o ministro Sérgio Moro lamentou as mortes na rebelião e determinou que Força Nacional fique de prontidão para atuar se for necessário. Moro também quer a intensificação do trabalho de inteligência policial.

A pasta também informou que o ministro conversou de manhã com o governador do Pará, Helder Barbalho, e participou de uma reunião de emergência no início da tarde com secretários da ministério, além dos diretores da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal, para tratar do caso.

Por meio de suas redes sociais, Helder Barbalho confirmou que o governo do estado está trabalhando na identificação dos líderes criminosos e que foram ofertadas pelo ministro Sergio Moro 10 vagas em presídios federais.

O governador, porém, negou durante a parte da tarde que haja superlotação no Centro de Recuperação de Altamira, palco de briga entre facções criminosas que deixou 52 mortos, 16 deles decapitados. O local, segundo o CNJ (Conselho Nacional de Justiça), possui 180 presos a mais do que a capacidade permitida para o local.

ÍNTEGRA DA NOTA.

"O Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibilizou vagas no Sistema Penitenciário Federal para transferência e isolamento das lideranças criminosas envolvidas na rebelião que aconteceu na manhã desta segunda-feira (29), no Centro de Recuperação Regional de Altamira e deixou mais de 50 mortos. O ministro Sergio Moro lamentou as mortes e determinou a intensificação das ações de inteligência e que a Força Nacional fique de prontidão.

O ministro da Justiça acompanha de perto a situação e conversou com o governador do Pará, Helder Barbalho, ainda na manhã desta segunda. No início da tarde foi realizada uma reunião de emergência para tratar do assunto com o secretário Nacional de Segurança Pública Adjunto, Freibergue Rubem do Nascimento; secretário adjunto da Secretaria de Operações Integradas, José Washington Luiz Santos; o diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo; o diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal, Adriano Furtado; e diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional, Fabiano Bordignon"..

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