Brasil

Governo confirma consulta aos EUA sobre embaixador

Por Das agências@jornalovale |
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Embaixada. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo
Embaixada. O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo

O ministro das Relações Exteriores brasileiro, Ernesto Araújo, confirmou nesta sexta-feira que o Brasil já enviou para o governo dos Estados Unidos a consulta para a indicação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) como embaixador no país norte americano. Na diplomacia, essa consulta é chamada de agrément.

"Foi pedido o agrément e esperamos a resposta americana. É uma coisa que ocorre de acordo com a praxe diplomática, por seus canais próprios. Eu tenho a minha grande certeza de que será concedido esse agrément pelo governo americano e que o Eduardo Bolsonaro será um ótimo embaixador", disse Araújo sobre o filho do presidente da República, Jair Bolsonaro. No fim do mês passado, Eduardo acompanhou o pai em um encontro privado com o presidente americano, Donald Trump, na Casa Branca, função normalmente desempenhada pelo chanceler brasileiro.

A confirmação de Araújo foi feita durante a entrevista coletiva que o chanceler concedeu após a reunião de ministros das relações exteriores do Brics, bloco de países formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que aconteceu na manhã desta sexta no Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro.

Após a etapa de concessão do agrément pelo governo dos Estados Unidos, o nome do embaixador ainda precisa ser aprovado pelo Senado brasileiro. A aprovação precisa ocorrer primeiramente na Comissão de Relações Exteriores da Casa, que decide sobre sua condução em votação secreta. Caso passe por essa etapa, o nome de Eduardo irá ao plenário para uma decisão final dos senadores também em votação secreta --é necessária maioria simples para a aprovação.

A possibilidade de nepotismo na nomeação de Eduardo para a embaixada fez com que Jair Bolsonaro comentasse o assunto em uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Bolsonaro disse que, "se puder dar um filé mignon para o meu filho, eu dou", em referência à nomeação. Depois argumentou que a escolha visa melhorar a relação com o governo Trump. "Mas não tem nada a ver com filé mignon essa história aí. É, realmente, nós aprofundarmos um relacionamento com um país que é a maior potência econômica e militar do mundo", completou..

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