O ministro da Economia, Paulo Guedes afirmou na tarde desta terça-feira que o governo anunciará nos próximos dias as regras para a liberação do dinheiro das contas ativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Segundo o ministro, até 35% do valor depositado pelo empregador atual poderá ser retirado das contas. O percentual dependerá da renda do trabalhador. Atualmente, o dinheiro das contas ativas tem uso limitado, sendo o principal destino o financiamento da casa própria.
A expectativa é que a medida libere R$ 42 bilhões para os trabalhadores.
Além disso, devem ser liberados outros R$ 21 bilhões dos recursos do Pis/Pasep. "A tendência é esta", disse Guedes na Argentina, onde participa da 54ª Cúpula do Mercosul.
Segundo Guedes, os recursos do FGTS vão poder ser sacados no mês de aniversário dos que tiverem o benefício disponível.
Em seguida, Bolsonaro, que está na Argentina, para a Cúpula do Mercosul, na cidade de Santa Fé, também confirmou a novidade. Ele afirmou que a medida "é uma pequena injeção na economia".
"E é bem-vinda, porque a economia, segundo especialistas, já começa a dar sinais de recuperação", disse o presidente da República, durante o evento do bloco.
A liberação repetirá uma ação do governo Michel Temer, que permitiu saque das contas do FGTS (a medida foi anunciada em 2016 e executada em 2017). A medida, porém, só valeu para contas inativas, que não poderiam até então serem movimentadas, a não ser em caso de compra de imóveis ou aposentadoria do beneficiário do dinheiro.
REGULAMENTO.
As regras para o saque ainda devem ser fechadas e anunciadas nos próximos dias, segundo o ministro Paulo Guedes.
No momento atual, a ideia não seria liberar 100% do saldo. Uma das regras em estudo é autorizar os saques com limites de acordo com o saldo do fundo.
Por exemplo, quem tem até R$ 5.000, saque de 35%; até R$ 10 mil, saque de 30%; entre R$ 10 mil e R$ 50 mil, indefinido Acima de R$ 50 mil, saque de apenas 10%..