Ideias

A dor e a delícia de empreender em família

Por Sílvia RochaCorretora e sócia da Fábio Rocha Arquitetura e Construção |
| Tempo de leitura: 1 min

O trabalho em família existe há tempos e este tipo de negócio permanece. Dados do IBGE e Sebrae mostram que 90% das empresas são familiares. Representam 65% do PIB e empregam 75% . Em São José dos Campos, aumentou a abertura de novas empresas no primeiro semestre, boa parte conta pelo menos com um membro da família.

Entre as vantagens, o desejo de crescer, divisão de tarefas e a confiança na gestão financeira. Entre as desvantagens, temos a gestão de conflitos, separando os assuntos pessoais dos empresariais.

Menciono aqui a experiência própria. Dos 20 anos de casamento, 15 são de convivência profissional. A distribuição das tarefas foi tranquila, uma vez que um cuida dos projetos de arquitetura e engenharia e o outro, das questões administrativas. Esta talvez, seja a pedra angular de qualquer negócio: o reconhecimento dos talentos de cada um e o respeito pelas hierarquias.

Em momentos econômicos como os atuais, a empresa familiar pode sofrer um pouco, se de um lado há a soma de esforços, por outro, a entrada financeira é de um único canal. É hora de criar soluções e diversificar. No caso, incluímos novos produtos, passando a atuar também nos negócios imobiliários.

Para o cliente só há ganhos pois, um sempre cobra o melhor do outro. Para gerir os conflitos, regra básica: assuntos pessoais não passam pela porta do escritório. Os assuntos profissionais, no entanto, permeiam os pensamentos o tempo todo, mas desde que não haja prejuízo na convivência familiar, como nos fins de semana e férias, quando checar e-mails e mensagens nos celulares está proibido..

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