A aprovação da Reforma da Previdência em primeiro turno por 379 votos a 131 na Câmara dos Deputados corrige o equivoco da aposentadoria por tempo de contribuição antes da idade mínima de 65 anos. Flexível para mulheres (aos 62 anos), professores e policiais federais. Os últimos com lobby até do presidente Jair Bolsonaro. O governo comemora economia superior a 900 bilhões em dez anos - cujo protagonismo coube à Câmara dos Deputados - para o ajuste de suas contas. Mas isto resolve apenas o passado. Não garante o futuro sem novas reformas.
Em boa hora, no entanto, o senador Tasso Jereissati, cotado para relator no Senado, propõe outra PEC (Proposta de Emenda Constitucional) mantendo a PEC aprovada sem retorno á Câmara dos Deputados para imediata promulgação. Na PEC paralela seriam incluídos os Estados e Municípios, uma economia superior a 300 bilhões em dez anos, evitando insolvências com seus ajustes fiscais.
A PEC paralela abre espaço para a tramitação das demais reformas estruturantes, bem como das medidas visando o crescimento da economia para redução dos 28 milhões de desempregados, desalentados e viventes de bico. Porém, a PEC paralela poderia também incluir o futuro da previdência social, tornando sustentável a repartição com gatilhos atuarias e demográficos graduais e a adoção do sistema de capitalização individual para livre opção pelos segurados vindouros.
Isto tudo pode ser possível com a boa política praticada pelo Congresso Nacional..