Economia

Caged aponta alta no índice de demissões no Vale

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Empregos. Crise ceifou mais de 50 mil postos de trabalho no Vale
Empregos. Crise ceifou mais de 50 mil postos de trabalho no Vale

Em um ano, o nível de contratações subiu 1,89% na Região Metropolitana do Vale do Paraíba, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.

A quantidade de admissões passou de 94.533 no primeiro semestre de 2018 para 96.322 em igual período deste ano.

A boa notícia termina aí. No mesmo período de avaliação, as demissões aumentaram ainda mais, com 3,69% na RMVale. Os demitidos passaram de 93.205 para 96.643.

Os cortes acima das contratações resultaram em um saldo negativo de 321 empregos (sem ajustes), segundo o Caged.

No ano passado, o saldo do primeiro semestre foi de 1.328 postos de trabalho gerados na região, revelando que a crise econômica ainda está longe de ser debelada no Vale.

Entre as carreiras que mais contratam no Vale no primeiro semestre estão a de alimentador de linha de produção, com 501 empregos gerados, servente de obras (477), auxiliar de escritório (315), assistente administrativo (269) e recepcionista (184), respectivamente das áreas de indústria, construção civil e serviços.

Todas as cinco carreiras tiveram salários médios mais baixos do que dois salários mínimos (R$ 1.996).

Considerando todas as carreiras que geraram saldo no primeiro semestre, positivo ou negativo, o salário médio no Vale aumentou de R$ 2.112,90 nos seis primeiros meses de 2018 para R$ 2.183,24 neste ano, alta de 3,33%. O reajuste ficou abaixo da inflação oficial acumulada no mesmo período, de 3,84%, o que mostra a perda do poder de consumo..

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