Butantan investiga possibilidade de combinação das variantes delta e gama

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Laboratório móvel do Instituto Butantan em Aparecida
Laboratório móvel do Instituto Butantan em Aparecida

Uma das perguntas que os cientistas do Instituto Butantan buscam responder é se é possível combinação entre as variantes delta e gama do coronavírus, esta última dominante no estado de São Paulo.

"Delta e gama combinadas? Isso é uma das nossas perguntas e por isso a importância do sequenciamento genético, vendo a prevalência de uma delas ou se há a possibilidade de uma combinação", disse Sandra Coccuzzo, diretora do Centro de Desenvolvimento Científico do Butantan, durante a abertura do laboratório em Aparecida.

A variante delta foi identificada pela primeira vez no interior de São Paulo nas cidades de Pindamonhangaba e Guaratinguetá, esta a partir de um foco identificado em Aparecida.

A partir daí, a variante foi se espalhando por outros municípios da região, que tornou-se um dos principais corredores de entrada da cepa no estado pela proximidade com o Rio de Janeiro. Além das cidades da região, a capital paulista registrou casos da delta.

Atualmente, ao menos oito cidades da região confirmaram casos da variante delta, entre elas São José dos Campos, Caraguatatuba e Cruzeiro.

A preocupação dos especialistas é que a nova cepa, que é considerada mais contagiosa, interrompa a redução de casos, internações e mortes por Covid-19 que vem ocorrendo no Vale desde o início de julho.

Na semana passada, o Instituto Butantan instalou seu primeiro laboratório móvel em Aparecida para sequenciar casos da variante delta. A expectativa era de avaliar mais de 300 exames em sete dias.

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