Crime

'Perdi minha mãe e meu pai no mesmo dia', diz filha após pai ser preso por matar a mãe

Por Thaís Leite |
| Tempo de leitura: 2 min
HOMICÍDIO. Aparecida foi morta pelo marido em 2015 no Urbanova
HOMICÍDIO. Aparecida foi morta pelo marido em 2015 no Urbanova

Giovanni Andrade foi preso na quarta-feira (11) pela morte da esposa Aparecida Andrade, em crime ocorrido em maio de 2015. Filha do casal, Maria Luiza Andrade, de 35 anos, vê a prisão como o fim de um ciclo de sofrimento por justiça, que por vezes chegou a duvidar de que se concretizaria.

Na época, a mulher foi encontrada caída no chão da cozinha, já sem vida, na casa em que viviam no bairro Urbanova, na região oeste de São José dos Campos. O pai teria ligado para a filha para dizer que haviam discutido e para que ela fosse até o local. À polícia, ele alegou que os dois brigavam e chegaram a entrar em luta corporal, mas que ela teria batido a cabeça no chão acidentalmente. A versão foi contestada e a causa criminosa do crime o condenou.

Depois de seis anos, Maria Luiza diz que o pai nunca tentou contato para apresentar uma explicação sobre o que aconteceu. Ela teve como advogado assistente de acusação Warley Freitas de Lima, e conta que chegou a comparecer na delegacia após Giovanni se apresentar. Agora, diz acreditar que a "justiça foi feita". 

"Eu acho que não posso falar que fiquei feliz porque era meu pai. Mas isso representa o fim desse ciclo, que ele vai começar a pagar pelo que ele fez. Feliz eu estaria se nada disso tivesse acontecido. Nada que vai acontecer vai trazer minha mãe de volta. Foi um fato que mudou a nossa vida para sempre", contou.

Ela conta ainda que houve momentos em que chegou a se questionar se, fato, ele seria preso depois do assassinato.

"Demorou e por muitas vezes achei que a justiça não fosse acontecer, mas a justiça foi feita. Esquecer, acho que a gente nunca vai esquecer. Perdemos minha mãe e meu pai no mesmo dia", continuou, Maria Luiza.

JUSTIÇA.

Em júri realizado em 2018, o homem foi condenado a 14 anos de prisão por homicídio qualificado e feminicídio. Ele chegou a recorrer pedindo a anulação do júri, mas teve pedido negado. O mandado de prisão foi expedido em 30 de julho deste ano e ele era procurado desde então. Na quarta-feira, se apresentou ao 8º Distrito Policial.

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