O Controle de Endemias de São Sebastião, vinculado à Vigilância em Saúde do município, alertou seus moradores no início desta semana para que, mesmo durante o inverno, estes mantenham todos os cuidados que interrompem a proliferação do mosquito Aedes Aegypti, causador da dengue, Zika e Chikungunya.
As periódicas frentes frias registradas nas últimas semanas na maior parte do Estado de São Paulo ajudam a criar nuvens chuvosas, gerando poças d'água que, ocasionalmente, auxiliam na reprodução do mosquito. Além disso, os ovos do inseto podem permanecer intactos por muitos meses, esperando o verão chegar para evoluírem -- explicando o aumento exponencial nos casos de dengue durante os tempos mais quentes do ano.
O processo da ADL (Avaliação de Densidade Larvária), realizada pelo Controle durante o mês passado, apontou que o Índice de Infestação Predial de São Sebastião foi 1,9%, um número alarmante quanto relacionado à infestação do mosquito.
O Controle de Endemias do município divide a cidade em 5 áreas, dais quais apenas a parte formada pelos bairros "Guaecá, Toque Toque Grande, Toque Toque Pequeno, Calhetas, Santiago, Paúba e Maresias" apresentou um índice satisfatório. Os índices dos bairros da região Central e Sul são as mais preocupantes.
PROFILAXIA.
Sendo quintas de casa e seus objetos (como vasos de plantas, baldes, pneus, potes, etc.) como os maiores vilões no combate ao mosquito da dengue, a SESAU (Secretaria de Saúde) reforça a conscientização de cada cidadão realizar sua parte, eliminando água parada de objetos acumuladores, principalmente após as chuvas.
Confira alguns dos cuidados a serem tomados:
- Evite o acúmulo de água;
- Mantenha garrafas vazias ou baldes virados para baixo;
- Não deixe entulho no quintal ou nas ruas;
- Mantenha a lata de lixo devidamente tampada e guarde pneus em locais cobertos, longe da chuva;
- Mantenha tampados tonéis e barris de água;
- Coloque terra ou areia nos pratos dos vasos de planta até a borda.
Além do controle da criação, é necessário o cuidado contra mosquitos já em fase adulta. Assim, o uso de repelentes e redes de proteção também é muito indicado pela SESAU.