A Paralimpíadas de Tóquio-2020 terá 253 atletas brasileiros na disputa por medalhas entre os dias 24 de agosto e 5 de setembro. O evento, que acontece após os Jogos convencionais, é uma grande oportunidade para esses atletas superarem os próprios limites.
Pelo Brasil, são 159 homens e 94 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 422 pessoas.
Mais do que as disputas por medalhas e títulos, está a lição de vida deixada por muitos deles.
E o Brasil tem sido um grande destaque nas Paralimpíadas. Um dos grandes expoentes do paradesporto nacional é o nadador Daniel Dias, de Bragança Paulista, que aos 33 anos deverá ir para sua última disputa.
Ele é o maior medalhista brasileiro e também dono de dez recordes mundiais na natação. Dias nasceu com má formação congênita dos membros superiores e perna direita.
A competição também terá representantes do Vale do Paraíba.
No total, entre atletas, técnicos e coordenadores, a região tem 18 nomes. “Estou muito feliz com a convocação, é a realização de grande sonho profissional estar com a Seleção nos Jogos Paralímpicos, e a concretização de um trabalho árduo durante esse anos ao lado de todos os companheiros da Seleção”, disse a OVALE Zezinho Guardia, de São José dos Campos, que em Tóquio é assistente Esportivo do Atleta Guilherme Germano da Classe BC1 na bocha paralímpica.
No total, o Vale do Paraíba terá 18 representantes em Tóquio, em modalidades como judô, goalball, natação e atletismo.
Só Instituto Athlon, de São José dos Campos, terá oito representantes, representando a Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais.
Taubaté leva quatro representantes para equipe de atletismo
Taubaté terá quatro representantes na Paralimpíadas de Tóquio-2020, sendo três atletas e um treinador. Michel (salto em distância), Alessandro (peso e disco) e Edneusa (1500m e Maratona) são os três competidores. O técnico Guto Nascimento é um dos treinadores da seleção. “Fiquei muito feliz de ter sido convocado e estar aqui nos Jogos Paralímpicos já é uma enorme realização. Tive um ano de 2019 muito complicado, lutando contra lesões musculares, e competi bem pouco”, disse Michel. Alessandro também se mostra otimista com a evolução. "Sem dúvidas o Alessandro de 2020 está mais confiante e experiente em do que o de 2016, que foi Campeão (no lançamento de disco) na Rio 2016. Meu ciclo foi muito bem feito, e desde 2019, quando conquistei o título Mundial em Dubai, estou muito confiante”.